Memorialistas

Assentos paroquiais, relatos ou causos de família, cartas, fotografias e periódicos são algumas das fontes de informação comumente empregadas na pesquisa genealógica. Além delas, existem outras que talvez exijam mais pesquisa e podem mesmo não ser encontradas, como os livros de memórias publicados por escritores e cidadãos que viveram nas cidades de origem de nossos antepassados.

Parte de minha família paterna é oriunda do município português de Tabuaço, no concelho de Viseu, e um ramo de minha família materna tem raízes no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Em ambos os casos, pude encontrar obras de memorialistas que se dedicaram a contar histórias que poderão trazer alguma luz sobre ramos de minhas famílias.

No caso de Tabuaço, pude encontrar o livro Taboaço – notas & lendas, o qual tive a sorte de poder adquirir de um livreiro português. A obra é um trabalho monográfico publicado em 1915 por Luiz Augusto de Freitas, ex-administrador do concelho, que conta a história das freguesias locais, incluindo a de Barcos, onde minha família paterna tem raízes seculares.

Taboaço – notas & lendasLuiz Augusto de Freitas (1915)

No caso de Nova Iguaçu, pude encontrar e comprar duas obras: O que restou dos laranjais em flor, publicada por Deoclécio Dias Machado Filho em 1970, e Laranjas Brasileiras, publicada em 1999 por Iracema Baroni de Carvalho. E encontrei ainda um arquivo digital da obra Imagens Iguaçuanas, publicada em 1960 por Ruy Afrânio Peixoto.

Todas as obras citadas estão fora de edição há bastante tempo, mas pude encontrá-las em sítios de livreiros e na Estante Virtual, um sítio que reúne o acervo de vários livreiros e permite a pesquisa por autor e título. As obras dos memorialistas não devem ser desprezadas, pois talvez contenham relatos de contemporâneos de nossos familiares.


José Araújo é linguista e genealogista.