Intrigas

Neste quarto texto da série sobre a proposta de uma Genealogia que recrie aspectos da vida cotidiana dos antepassados vou tratar das formas de socialização e dos costumes. Aqui quero sugerir os processos inquisitoriais como peças relevantes não apenas para comprovação da condição cristã-nova de algum antepassado, mas também como fonte preciosa para o conhecimento sobre a alimentação, o trabalho e as formas como nossos antepassados se relacionavam com seus vizinhos – ou se tornavam desafetos deles. O caso em destaque tem relação com o português Bento Teixeira (1561-1618), “mestre de gramática” que viveu em Pernambuco e foi o autor do que se considera o primeiro poema épico da literatura brasileira: Prosopopeia.

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Prole

Aos oito de julho de mil setecentos e cinco faleceu […] dona Maria Machado, [recebeu os sacramentos e fez] seu testamento […] nomeando por seus testamenteiros a seu [filho Francisco Barreto] e seu […] [Cordeiro de] Peralta […] Declarou que era natural desta [cidade], filha legítima de Antônio Machado e de Bárbara [Nunes], já defuntos, e que fora casada com Fernando de Muniz, de que teve sete filhos: três machos e quatro fêmeas. […]

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Aleixo

Outra atividade a que me dedico além da pesquisa genealógica são os guiamentos turísticos pelo centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. O que pouca gente sabe é que foi a pesquisa genealógica que me levou a essa atividade. Tudo começou quando descobri no ramo materno de minha árvore familiar muitos personagens que tiveram participação na história da cidade, em especial na sua parte mais antiga, que era o quadrilátero contido entre os morros do Castelo – demolido em 1922 – , de São Francisco – parcialmente demolido na década de 1960 – , de São Bento e da Conceição. O morro da Conceição, por exemplo, tem hoje metade de seu perímetro percorrido em meu guiamento mais frequente, que tem relação com a história da região da Pequena África. O morro de São Bento, por outro lado, por uma questão de logística, é apenas citado nesse guiamento. Mal sabia eu que… Mas vamos por partes.

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