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O conhecimento da Paleografia, a ciência da leitura e transcrição de textos antigos, é essencial para o bom desempenho nas pesquisas genealógicas. De modo geral, mesmo quem nunca se dedicou ao seu estudo costuma em pouco tempo adquirir familiaridade com os estilos e formatos de letras nos manuscritos dos séculos XIX e XX. O problema se verifica quando se avança para trás nos séculos e os estilos se tornam mais complexos, e os suportes se apresentam muito danificados. Em casos assim, mesmo um paleógrafo profissional terá que despender esforço para entregar uma transcrição capaz de fundamentar um estudo genealógico. Para sorte dos que ainda não conseguiram se aperfeiçoar nessa ciência, a tecnologia da Inteligência Artificial já acena com ferramentas potencialmente facilitadoras.

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Familiaridade

Talvez nem todos os leitores deste blogue saibam, mas uma atividade à qual me dedico com muito prazer é o guiamento histórico na área central da cidade do Rio de Janeiro. O interesse por esse guiamento surgiu após eu participar de inúmeras visitas oferecidas na mesma área por outros guias e por instituições como o Instituto Pretos Novos (IPN). Sempre que participava desses eventos, eu sentia uma estranha familiaridade com muitos dos lugares que eram visitados, ainda que pudessem ser considerados perigosos ou feios pelos moradores da cidade, mais familiarizados com as praias, as trilhas de floresta ou os atrativos turísticos como o Cristo Redentor ou o Pão de Açúcar.

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Delícias

Acredito em uma Genealogia que não se limita à busca e transcrição de assentos paroquiais, certidões, inventários e testamentos nem se encerra na elaboração de uma árvore genealógica. Para mim a Genealogia que faz sentido exige o estudo da Genética, da Geografia, da História e de todas as ciências que podem contribuir para o registro de um quadro mais próximo do que foi a vida de nossos antepassados. Valorizo também elementos da vida cotidiana, por mais triviais que possam parecer, e nisso incluo, por exemplo, a recordação dos costumes alimentares da família segundo suas origens étnicas, sua condição social e o momento histórico em que viveram seus membros. É por isso que sempre me recordo dos cadernos de receitas que minha mãe e minhas tias atualizavam e consultavam com alguma frequência.

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