Moura

Minha árvore familiar reúne inúmeras anotações e comentários relacionados, entre outras coisas, aos haplogrupos mitocondriais e de DNA-Y de antepassados matri e patrilineares, bem como à quantidade de centimorgans (cM) compartilhada com matches de DNA autossômico associados a ramos específicos da família. Com o passar do tempo, porém, percebi que o próprio volume de informações pode dificultar a localização de detalhes importantes, que acabam se perdendo no emaranhado de registros e observações. Foi justamente diante desse problema que encontrei uma solução com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).

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Alarmismo

Uma jovem que se apresenta como especialista em ética na Inteligência Artificial publicou no Instagram há alguns dias um vídeo em que orienta as pessoas a não fazer testes genéticos recreativos porque elas supostamente receberiam muito pouco em troca dos riscos que correriam por “doar todo seu DNA às empresas”. Ainda segundo ela, as empresas que vendem esses testes podem vender também os dados genéticos de seus clientes a planos de saúde que poderão descobrir que certa pessoa tem predisposição para uma doença e assim aumentar o valor de seu contrato em função do risco revelado. No fim, ela informa como as pessoas que já fizeram esses testes podem remover seus dados das plataformas das empresas. Minha leitura é de que ela faz muito alarde demonstrando pouco conhecimento de causa.

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Orgulho

Leio em várias páginas do Facebook dedicadas à Genealogia comentários de participantes que declaram ter orgulho por descenderem de figuras como o cacique Tibiriçá, a cristã-nova Branca Dias e uma figura da realeza de Portugal. Também leio, embora com menor frequência, participantes que declaram não se orgulhar – ou até sentir vergonha – de sua ascendência em figuras como o mesmo Tibiriçá ou Arariboia, ambos considerados por alguns como traidores de seus congêneres. Segundo o Dicionário Michaelis, orgulho é um “sentimento de prazer ou satisfação que uma pessoa sente em relação a algo que ela própria ou alguém a ela relacionado realiza bem”. Essa seria a forma socialmente aceita de orgulho, aquela à qual a sociedade não atribui traços negativos.

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