Delícias

Acredito em uma Genealogia que não se limita à busca e transcrição de assentos paroquiais, certidões, inventários e testamentos nem se encerra na elaboração de uma árvore genealógica. Para mim a Genealogia que faz sentido exige o estudo da Genética, da Geografia, da História e de todas as ciências que podem contribuir para o registro de um quadro mais próximo do que foi a vida de nossos antepassados. Valorizo também elementos da vida cotidiana, por mais triviais que possam parecer, e nisso incluo, por exemplo, a recordação dos costumes alimentares da família segundo suas origens étnicas, sua condição social e o momento histórico em que viveram seus membros. É por isso que sempre me recordo dos cadernos de receitas que minha mãe e minhas tias atualizavam e consultavam com alguma frequência.

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Itália

Muitos clientes testados pelo laboratório Genera veem entre seus resultados de Ancestralidade Global (AG) um componente europeu que nem sempre é recebido com naturalidade. Trata-se do componente Itália, que a bem da verdade nem deveria ser entendido como uma declaração de ascendência naquele país, afinal o que a ferramenta AG supostamente captura é uma visão geral de por quais territórios do mundo os ancestrais da pessoa testada ou cliente tiveram alguma passagem. Essa visão é obtida pela comparação do DNA autossômico do cliente com um painel de referência composto por amostras de DNA de pessoas cujos antepassados comprovadamente viveram nesses territórios. Considerando que os povos dos territórios europeus sejam talvez os mais estudados pelas ciências, deveríamos poder esperar alguma precisão desses resultados quando informassem que um cliente tem componentes italianos em sua ancestralidade genética. Mas será que devemos esperar isso?

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Extração

GEDCOM – do inglês Genealogical Data Communication – é o formato padrão de arquivo para troca de informações entre plataformas e aplicativos dedicados à Genealogia. Esse arquivo contém informações codificadas que permitem às plataformas e aos aplicativos interpretar quem era filho de quem e quando cada pessoa nasceu, casou e faleceu de forma que se consegue produzir, por exemplo, uma representação gráfica dessas relações ou uma árvore genealógica. Embora muitas pessoas relatem que não conseguem avançar para além de seus bisavós na pesquisa de seus ascendentes, há quem já tenha produzido uma árvore com milhares de parentes. Minha árvore familiar conta já com mais de 10.400 pessoas, muitas delas pertencentes a ramos que eu gostaria de replicar de forma exclusiva para realizar análises específicas e produzir relatórios e relatos interessantes. Nem todas as plataformas e aplicativos permitem que se faça esse tipo de manipulação, mas descobri que se consegue produzir algo suficientemente bom com a Inteligência Artificial (IA).

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