Médicos

“Médico” desde sempre foi coisa rara e cara. Era aquele que “curava e aplicava remédios”, segundo o dicionarista Bluteau. Em Portugal, a ciência se dividia em dois ramos: um erudito, exercido por médicos formados, outro, mais prático, desempenhado por cirurgiões, barbeiros e parteiras, que realizavam sangrias, extraíam dentes e, quando possível, tratavam de ossos quebrados. | Mary Del Priore – Histórias da Gente Brasileira – Volume 1

Esse trecho da obra de Mary Del Priore deixa clara a divisão que havia entre médicos e cirurgiões desde a Idade Média. Ao médico, que dependia de uma formação acadêmica, cabia um exercício de natureza intelectual, portanto mais nobre. Ao cirurgião, que dependia de uma formação prática, como aprendiz de alguém mais experiente ou em um hospital, cabia um exercício de natureza manual, mecânica, um ofício menor, desqualificado.

(mais…)

Mistérios

Na pesquisa documental, por vezes nos deparamos com coincidências e mistérios. Os dois casos abaixo ilustram essas situações.

O primeiro caso foi encontrado no mais antigo registro paroquial em minha árvore de costados até este momento. Trata-se do assento de casamento de Manoel e Maria Nunes, meus antepassados de nona geração. A curiosidade está na coincidência dos nomes de suas mães, ambas já falecidas na data do casamento.

(mais…)