Onomástica

Onomástica é o campo da Linguística dedicado ao estudo dos nomes próprios de lugares (toponímia) ou de pessoas (antroponímia), abrangendo suas origens, etimologia, classificação, transformações e aspectos sócio-históricos. O conhecimento desse campo é de vital importância na pesquisa genealógica, pois ele agrega um potencial preditivo que auxilia na construção de hipóteses nos incontáveis casos em que as fontes documentais são escassas ou inexistentes.

Apenas para abrir a discussão, cito o caso de um cliente que busca descobrir a identidade de seu pai biológico. O relato que ele recebeu e me repassou no início da investigação foi de que esse pai seria um homem de origem maranhense. O cliente fez um teste de DNA autossômico e pude encontrar evidências de que o relato poderia ser verídico ao observar que os matches não maternos apresentados pela plataforma do teste tinham sobrenomes frequentes em famílias nordestinas de origens coloniais.

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Vínculo

Perfilhação é o nome dado ao processo de reconhecimento voluntário da paternidade e também da maternidade de uma criança. Ela pode ser feita de forma isolada pelo pai ou mãe ou de forma conjunta por ambos. Esse pai e/ou essa mãe poderia já ser conhecido socialmente, tendo a perfilhação um valor específico, que pode estar relacionado ao direito de herança, por exemplo. Tenho em minha árvore familiar casos que podem ilustrar cada um desses cenários e um caso ainda não oficialmente documentado, mas bastante suspeito por um detalhe que explico adiante.

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Magrebe

Descendemos de humanos que deixaram o continente africano há cerca de 100 mil anos e se espalharam pelos continentes, portanto todos nós temos uma origem africana remota. Muitos de nós, no entanto, temos uma origem africana mais recente, que pode ser atestada pelo nosso fenótipo ou pela nossa árvore genealógica contemplando ao menos os últimos 200 anos. Outra forma de atestar essa ascendência africana recente é por meio de um teste de DNA autossômico desses que são vendidos por empresas como 23&Me, Ancestry, Genera, MundoDNA e MyHeritage. Quem já fez um teste desses pode ter encontrado nos resultados informações de ancestralidade global que o/a ligam a regiões como África Central, África do Norte ou Magrebe, África Ocidental ou África Oriental. A simples revelação de estar relacionado a uma dessas regiões não deve, no entanto, levar à conclusão de que existe na árvore familiar um antepassado africano escravizado, e é importante entender o porquê.

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