Distribuição

Após vários anos analisando os matches de DNA autossômico que surgem periodicamente para mim e minhas primas maternas Fátima, Regina, Simone e Thais, comecei a observar um padrão. Esses padrões parecem sugerir como cada um de nós herdou o DNA de nossos antepassados em comum. A análise que apresento aqui é feita em cima de uma amostragem de apenas 19 desses matches que são comuns a ao menos dois de nós, mas creio que já será suficiente para comprovar meu argumento. A análise poderá apresentar alguma distorção, visto ter sido realizada a partir de dados coletados na plataforma da Genera, onde eu e minha prima Fátima temos proporcionalmente muito menos matches do que Regina e Simone. Ainda assim, creio que o argumento será interessante e não isento de fundamentação.

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Itália

Muitos clientes testados pelo laboratório Genera veem entre seus resultados de Ancestralidade Global (AG) um componente europeu que nem sempre é recebido com naturalidade. Trata-se do componente Itália, que a bem da verdade nem deveria ser entendido como uma declaração de ascendência naquele país, afinal o que a ferramenta AG supostamente captura é uma visão geral de por quais territórios do mundo os ancestrais da pessoa testada ou cliente tiveram alguma passagem. Essa visão é obtida pela comparação do DNA autossômico do cliente com um painel de referência composto por amostras de DNA de pessoas cujos antepassados comprovadamente viveram nesses territórios. Considerando que os povos dos territórios europeus sejam talvez os mais estudados pelas ciências, deveríamos poder esperar alguma precisão desses resultados quando informassem que um cliente tem componentes italianos em sua ancestralidade genética. Mas será que devemos esperar isso?

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Alice

A descendência do português João Pinheiro de Souza (1719-1782) com a carioca Paula Pereira Monteiro (1725-1815) é enorme e contém inúmeras instâncias de consanguinidade, que vão além dos costumeiros casamentos entre primos de diferentes graus e incluem casamentos entre tios e sobrinhas e entre uma tia e um sobrinho dezesseis anos mais novo. João e Paula foram meus hexavós maternos e talvez seja exatamente esse alto grau de consanguinidade que me assegurou muitas correspondências de DNA (matches) que se espalham por vários estados brasileiros, como Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, para ficar com os mais frequentes. O match mais recente que descobri nesse ramo se chama Alice.

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