Distribuição

Após vários anos analisando os matches de DNA autossômico que surgem periodicamente para mim e minhas primas maternas Fátima, Regina, Simone e Thais, comecei a observar um padrão. Esses padrões parecem sugerir como cada um de nós herdou o DNA de nossos antepassados em comum. A análise que apresento aqui é feita em cima de uma amostragem de apenas 19 desses matches que são comuns a ao menos dois de nós, mas creio que já será suficiente para comprovar meu argumento. A análise poderá apresentar alguma distorção, visto ter sido realizada a partir de dados coletados na plataforma da Genera, onde eu e minha prima Fátima temos proporcionalmente muito menos matches do que Regina e Simone. Ainda assim, creio que o argumento será interessante e não isento de fundamentação.

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Contato

Então você faz um teste de Genealogia Genética desses que estão se tornando cada vez mais populares e descobre, em um misto de surpresa e entusiasmo, que tem uns 8% de uma insuspeita ascendência italiana. Você já se anima até a buscar documentos na casa de sua avó para tentar conseguir um passaporte da União Europeia. De quebra, você também descobre centenas de primos genéticos que nem têm os sobrenomes da sua família, mas que devem ser seus parentes. Você, então, imagina que pode tentar fazer contato com esses primos, pois eles podem já ter conseguido a tal cidadania italiana e talvez sejam de grande ajuda em sua tentativa. Para você que se encontra nessa situação ou em outra parecida, só tenho um conselho: não vá com tanta sede ao pote.

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Jeitinho

Já comentei aqui no blogue algumas vezes sobre o potencial que o laboratório Genera tem para tornar seu produto mais amigável para os genealogistas e sugeri que uma melhoria já poderia vir da inclusão de uma ferramenta de busca de primos genéticos (matches) em comum, ou seja, uma ferramenta que apresentasse os matches com parentesco entre o cliente e um parente dele já testado na mesma plataforma. Essa ferramenta permitiria, por exemplo, separar os matches oriundos do ramo paterno do cliente daqueles que seriam oriundos de seu ramo materno, desde que ele tivesse ao menos um parente de um dos ramos testado pelo Genera. Em famílias como a minha, na qual o ramo paterno não tem relação de parentesco nem distante com o ramo materno, essa ferramenta funcionaria perfeitamente. Mas a realidade é que ela não existe e nem parece haver interesse do laboratório em implementá-la.

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