Puzzilla

Os testes recreativos de DNA nos oferecem muito mais do que informações gerais sobre nossa ancestralidade genética – os percentuais de DNA africano, ameríndio, asiático ou europeu que herdamos de nossos ancestrais – ou uma lista de parentes próximos e distantes com quem compartilhamos esse DNA. Quem está na Genealogia há algum tempo sabe que esses testes nos dão também uma oportunidade única de desvendar mistérios sobre nossos antepassados e mesmo sobre figuras históricas. Quem há 50 anos imaginaria, por exemplo, que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, descendia de uma mulher indígena? Ou ainda que Batira, filha do cacique Tibiriçá não era a única matriarca indígena das famílias paulistas mais antigas? Pois essas constatações só se tornaram possíveis porque pessoas comuns fizeram um teste de DNA por qualquer outra razão e permitiram que descobríssemos esses fatos. Existem outras descobertas como essas por fazer, mas elas exigem mais do que apenas a sorte de encontrar alguém que tenha feito um teste e tenha uma ascendência comum com uma figura histórica ou um casal fundador.

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Distribuição

Após vários anos analisando os matches de DNA autossômico que surgem periodicamente para mim e minhas primas maternas Fátima, Regina, Simone e Thais, comecei a observar um padrão. Esses padrões parecem sugerir como cada um de nós herdou o DNA de nossos antepassados em comum. A análise que apresento aqui é feita em cima de uma amostragem de apenas 19 desses matches que são comuns a ao menos dois de nós, mas creio que já será suficiente para comprovar meu argumento. A análise poderá apresentar alguma distorção, visto ter sido realizada a partir de dados coletados na plataforma da Genera, onde eu e minha prima Fátima temos proporcionalmente muito menos matches do que Regina e Simone. Ainda assim, creio que o argumento será interessante e não isento de fundamentação.

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Imaginação

A comunidade de genealogistas e entusiastas que já agrega testes de DNA à pesquisa documental está em polvorosa com a promessa de lançamento próximo da OrigensDNA, que pode se tornar uma opção para os brasileiros que desejam conhecer sua ancestralidade e se veem limitados à aquisição dos testes da Genera, que no momento é das poucas pelas quais se consegue adquirir esse produto sem grandes complicações. Até este momento, a OrigensDNA tem apenas um perfil no Instagram e um formulário de contato em francês, o que pode trazer uma pista sobre a nacionalidade do grupo empresarial por trás do negócio. Embora seja precipitado especular qualquer coisa sobre o que essa nova empresa irá oferecer, posso fazer o divertido exercício de imaginar o que eu gostaria que ela oferecesse. Quem sabe não fica como sugestão aos executivos?

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