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A popularização dos testes de Genealogia Genética tem trazido esperança a incontáveis pesquisadores que esperam avançar em partes de suas árvores genealógicas que estão paradas por falta de documentos, bem como a pessoas que buscam conhecer a identidade de um de seus genitores ou de ambos. Entrar nesse universo exige a aprendizagem de conceitos como match, haplogrupo, DNA autossômico, DNA mitocondrial e centimorgan, além da articulação deles na análise dos resultados publicados pelo laboratório que a pessoa escolheu para fazer seu teste. Se, por um lado, as características da herança do DNA autossômico (herdado de ambos os pais), mitocondrial (herdado apenas pela linha matrilinear) e DNA-Y (herdado apenas pela linha patrilinear) já são conhecidas por serem dados fornecidos por quase todos os laboratórios, existe um outro tipo de DNA que apenas alguns laboratórios exploram: o do cromossomo X.

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Promessas

Eu já comentei aqui no blogue que a plataforma MyHeritage é minha preferida para manutenção da árvore familiar e para análise de DNA, e é por isso que faço questão de pagar pela assinatura anual, embora reconheça que, se praticassem um valor amigável, poderiam atrair mais brasileiros interessados pela Genealogia. Nos últimos meses, a plataforma tem sinalizado com novas tecnologias que parecem fazer valer cada centavo da assinatura. Uma dessas tecnologias – a Scribe-AI – teve parte de seu potencial analisado aqui em texto anterior. As outras, por enquanto, eu chamaria de promessas, e elas foram apresentadas no último evento da RootsTech por Gilad Japhet, o CEO da empresa. Elas têm relação com a Genealogia Genética e parecem realmente inovadoras.

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Itália

Muitos clientes testados pelo laboratório Genera veem entre seus resultados de Ancestralidade Global (AG) um componente europeu que nem sempre é recebido com naturalidade. Trata-se do componente Itália, que a bem da verdade nem deveria ser entendido como uma declaração de ascendência naquele país, afinal o que a ferramenta AG supostamente captura é uma visão geral de por quais territórios do mundo os ancestrais da pessoa testada ou cliente tiveram alguma passagem. Essa visão é obtida pela comparação do DNA autossômico do cliente com um painel de referência composto por amostras de DNA de pessoas cujos antepassados comprovadamente viveram nesses territórios. Considerando que os povos dos territórios europeus sejam talvez os mais estudados pelas ciências, deveríamos poder esperar alguma precisão desses resultados quando informassem que um cliente tem componentes italianos em sua ancestralidade genética. Mas será que devemos esperar isso?

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