Distribuição

Após vários anos analisando os matches de DNA autossômico que surgem periodicamente para mim e minhas primas maternas Fátima, Regina, Simone e Thais, comecei a observar um padrão. Esses padrões parecem sugerir como cada um de nós herdou o DNA de nossos antepassados em comum. A análise que apresento aqui é feita em cima de uma amostragem de apenas 19 desses matches que são comuns a ao menos dois de nós, mas creio que já será suficiente para comprovar meu argumento. A análise poderá apresentar alguma distorção, visto ter sido realizada a partir de dados coletados na plataforma da Genera, onde eu e minha prima Fátima temos proporcionalmente muito menos matches do que Regina e Simone. Ainda assim, creio que o argumento será interessante e não isento de fundamentação.

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Imaginação

A comunidade de genealogistas e entusiastas que já agrega testes de DNA à pesquisa documental está em polvorosa com a promessa de lançamento próximo da OrigensDNA, que pode se tornar uma opção para os brasileiros que desejam conhecer sua ancestralidade e se veem limitados à aquisição dos testes da Genera, que no momento é das poucas pelas quais se consegue adquirir esse produto sem grandes complicações. Até este momento, a OrigensDNA tem apenas um perfil no Instagram e um formulário de contato em francês, o que pode trazer uma pista sobre a nacionalidade do grupo empresarial por trás do negócio. Embora seja precipitado especular qualquer coisa sobre o que essa nova empresa irá oferecer, posso fazer o divertido exercício de imaginar o que eu gostaria que ela oferecesse. Quem sabe não fica como sugestão aos executivos?

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Direito

Neste 13 de maio, os afrodescendentes cariocas poderão saber que ao menos um direito lhes foi garantido por lei 138 anos depois que outra lei deu fim ao regime escravocrata sem ter garantido nenhum direito a seus antepassados. Essa lei que garantiu um direito foi assinada em 5 de maio pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ) e tem o número 9.365/2026. Ela instituiu “o direito à ancestralidade para a população negra e parda do Município do Rio de Janeiro por meio de exame de DNA e/ou mapeamento genômico, como medida de reparação histórica”.

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