Benin

O tráfico transatlântico deslocou de forma violenta mais de 12 milhões de seres humanos da África para as Américas e Europa. Desse total, estima-se que dois milhões não chegaram a desembarcar, tendo falecido no mar, para não mencionar que se desconhece o número dos que morreram nos deslocamentos dentro do próprio território africano. A quase totalidade desses sequestrados que desembarcou nas Américas jamais voltou a pôr os pés em seus territórios de origem e, em homenagem a eles, se instalou, na cidade de Uidá, no Benin, país da África Ocidental, um monumento chamado Porta do Não-Retorno. Não por acaso, Uidá teve um dos portos mais importantes e movimentados no tráfico transatlântico de africanos escravizados. E vem do Benin uma iniciativa que tem, entre outros vieses, um de reparação histórica pelo resgate do pertencimento para os descendentes dos sobreviventes dessa violência.

(mais…)

Embates

Desde que Portugal e Espanha iniciaram um processo de reparação histórica pelo qual seria possível obter suas cidadanias mediante comprovação de ascendência em um cristão-novo, percebeu-se um enorme movimento de busca dessa ascendência por parte de brasileiros e nacionais de outros países. Mas a recente alteração no regulamento da lei de cidadania portuguesa representou um banho de água fria para os possíveis candidatos ao passaporte europeu. Não bastasse isso, logo após a tal alteração, iniciou-se um movimento que parece voltado à destituição da condição cristã-nova de alguns personagens históricos que antes eram plenamente reconhecidos como tal.

(mais…)

Passaporte

Que o Brasil foi colonizado por Portugal todos sabem. Ainda muitos devem saber que a imigração portuguesa para o Brasil foi contínua desde a chegada das primeiras caravelas, tendo havido períodos com fluxo mais intenso. O que talvez muitos ainda não saibam é que não é necessariamente possível pleitear a cidadania portuguesa apenas porque se tem um sobrenome português. Mas a questão é bem mais complexa do que parece.

(mais…)