Imaginação

A comunidade de genealogistas e entusiastas que já agrega testes de DNA à pesquisa documental está em polvorosa com a promessa de lançamento próximo da OrigensDNA, que pode se tornar uma opção para os brasileiros que desejam conhecer sua ancestralidade e se veem limitados à aquisição dos testes da Genera, que no momento é das poucas pelas quais se consegue adquirir esse produto sem grandes complicações. Até este momento, a OrigensDNA tem apenas um perfil no Instagram e um formulário de contato em francês, o que pode trazer uma pista sobre a nacionalidade do grupo empresarial por trás do negócio. Embora seja precipitado especular qualquer coisa sobre o que essa nova empresa irá oferecer, posso fazer o divertido exercício de imaginar o que eu gostaria que ela oferecesse. Quem sabe não fica como sugestão aos executivos?

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Alarmismo

Uma jovem que se apresenta como especialista em ética na Inteligência Artificial publicou no Instagram há alguns dias um vídeo em que orienta as pessoas a não fazer testes genéticos recreativos porque elas supostamente receberiam muito pouco em troca dos riscos que correriam por “doar todo seu DNA às empresas”. Ainda segundo ela, as empresas que vendem esses testes podem vender também os dados genéticos de seus clientes a planos de saúde que poderão descobrir que certa pessoa tem predisposição para uma doença e assim aumentar o valor de seu contrato em função do risco revelado. No fim, ela informa como as pessoas que já fizeram esses testes podem remover seus dados das plataformas das empresas. Minha leitura é de que ela faz muito alarde demonstrando pouco conhecimento de causa.

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Direito

Neste 13 de maio, os afrodescendentes cariocas poderão saber que ao menos um direito lhes foi garantido por lei 138 anos depois que outra lei deu fim ao regime escravocrata sem ter garantido nenhum direito a seus antepassados. Essa lei que garantiu um direito foi assinada em 5 de maio pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ) e tem o número 9.365/2026. Ela instituiu “o direito à ancestralidade para a população negra e parda do Município do Rio de Janeiro por meio de exame de DNA e/ou mapeamento genômico, como medida de reparação histórica”.

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