Direito

Neste 13 de maio, os afrodescendentes cariocas poderão saber que ao menos um direito lhes foi garantido por lei 138 anos depois que outra lei deu fim ao regime escravocrata sem ter garantido nenhum direito a seus antepassados. Essa lei que garantiu um direito foi assinada em 5 de maio pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ) e tem o número 9.365/2026. Ela instituiu “o direito à ancestralidade para a população negra e parda do Município do Rio de Janeiro por meio de exame de DNA e/ou mapeamento genômico, como medida de reparação histórica”.

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Contato

Então você faz um teste de Genealogia Genética desses que estão se tornando cada vez mais populares e descobre, em um misto de surpresa e entusiasmo, que tem uns 8% de uma insuspeita ascendência italiana. Você já se anima até a buscar documentos na casa de sua avó para tentar conseguir um passaporte da União Europeia. De quebra, você também descobre centenas de primos genéticos que nem têm os sobrenomes da sua família, mas que devem ser seus parentes. Você, então, imagina que pode tentar fazer contato com esses primos, pois eles podem já ter conseguido a tal cidadania italiana e talvez sejam de grande ajuda em sua tentativa. Para você que se encontra nessa situação ou em outra parecida, só tenho um conselho: não vá com tanta sede ao pote.

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Arcaico

Minha ascendência materna é que se costuma chamar de colonial, pois apresenta ramos que já se encontravam no Brasil desde o século XVI, compostos majoritariamente por portugueses dos Açores, da Madeira e de Portugal continental, mas incluindo também alguns espanhóis. Nos séculos seguintes, até o XIX, outros portugueses foram acrescentados, de forma que eles constituem a maior parte da minha ascendência, inclusive em meu ramo paterno, que é 100% português de imigração recente, no início do século XX. Esse perfil migratório se reflete na composição de meu DNA autossômico, cujo componente Ibérico varia de 61,8% a 73% a depender da calculadora que se use. Esses portugueses tiveram geração com mulheres africanas ou afrodescendentes – minha mãe, por exemplo – , o que se reflete nos 20% a 25% do componente não europeu de meu genoma, também a depender da calculadora empregada. Nesse cenário, me pareceu estranho que apenas uma calculadora – a Ethnos – houvesse detectado um componente ameríndio em meu DNA, ainda que eu saiba que essas ferramentas não são precisas.

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