Alarmismo

Uma jovem que se apresenta como especialista em ética na Inteligência Artificial publicou no Instagram há alguns dias um vídeo em que orienta as pessoas a não fazer testes genéticos recreativos porque elas supostamente receberiam muito pouco em troca dos riscos que correriam por “doar todo seu DNA às empresas”. Ainda segundo ela, as empresas que vendem esses testes podem vender também os dados genéticos de seus clientes a planos de saúde que poderão descobrir que certa pessoa tem predisposição para uma doença e assim aumentar o valor de seu contrato em função do risco revelado. No fim, ela informa como as pessoas que já fizeram esses testes podem remover seus dados das plataformas das empresas. Minha leitura é de que ela faz muito alarde demonstrando pouco conhecimento de causa.

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Moura

Minha árvore familiar reúne inúmeras anotações e comentários relacionados, entre outras coisas, aos haplogrupos mitocondriais e de DNA-Y de antepassados matri e patrilineares, bem como à quantidade de centimorgans (cM) compartilhada com matches de DNA autossômico associados a ramos específicos da família. Com o passar do tempo, porém, percebi que o próprio volume de informações pode dificultar a localização de detalhes importantes, que acabam se perdendo no emaranhado de registros e observações. Foi justamente diante desse problema que encontrei uma solução com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).

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Povoamento

Sobrenomes não se distribuem aleatoriamente pelo território brasileiro. Muitos ainda revelam, séculos depois, os caminhos da colonização portuguesa, da expansão bandeirante e da ocupação do interior. Podemos descobrir isso explorando um dos produtos oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como resultado do Censo Demográfico 2022 e que se chama Nomes no Brasil. Trata-se de uma base de dados que permite consultar rankings de nomes por sexo, período de nascimento, estados e municípios a partir de informações de cerca de 203 milhões de pessoas. O levantamento preserva as grafias originais informadas pelos moradores e oferece uma rica fonte para estudos demográficos, culturais, históricos e genealógicos. Para o genealogista, a utilidade da base não está apenas em saber quantas pessoas possuem determinado sobrenome, mas em identificar padrões regionais que ajudam a formular hipóteses sobre origens familiares e movimentos migratórios.

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