Vida

Quando buscamos assentos e certidões de nossos antepassados – não importa se para conhecer a história da família ou para obter outra cidadania -, é inevitável que acabemos descobrindo mais do que simples informações factuais como datas e locais de nascimento, casamento e óbito. A maior riqueza dessa busca e das descobertas que fazemos nelas está no conhecimento da história de vida daqueles que nos precederam, mesmo que enxerguemos apenas instantâneos dessas vidas. A vida que quero apresentar aqui é a de meu tio-bisavô paterno Rafael de Araújo (1840-1900).

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Desconstrução

Meus avós paternos emigraram de Portugal para o Brasil no início do século XX, tal como fizeram muitas outras famílias portuguesas antes e como fariam ainda outras até depois da metade daquele século. A narrativa que se costuma ouvir é de que Portugal era um país agrário e muito pobre, portanto seus cidadãos, por vezes trazendo toda a família, vinham para o Brasil à busca de condições de vida melhores. A suposição dessa narrativa é de que todos os emigrados eram pobres ou mesmo miseráveis, mas existem pistas que nos permitem desconstruir tal narrativa para nos aproximarmos dos factos.

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