Wernecks

Aos vinte e seis dias do mês de setembro de mil setecentos e sessenta e nove anos, nesta freguesia da Sé Catedral, pelas nove horas da noite, tudo com licença de sua Exª Mmª, receberam por palavras de presente, na forma do sagrado Concílio Tridentino e constituições, presentes as duas testemunhas abaixo nomeadas e assinadas, Inácio de Souza Werneck, filho legítimo de Manuel de Azevedo Matos, e de Antônia Ribeira, já falecida, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Borda do Campo, bispado de Mariana, com Francisca da Chagas, filha legítima do ajudante Francisco das Chagas Monteiro e de Izabel Maria da Visitação, natural e batizada na freguesia de Nossa Senhora da Candelária, como tudo me consta da provisão do juiz dos casamentos o doutor Francisco Gomes Vilas Boas, e por me não constar de impedimento algum canônico e terem se confessado, lhes […] e dei as bênçãos sendo testemunhas presentes o padre Manuel Pinto da Cunha e Pedro Nolasco de Mendonça e outras muitas pessoas que presentes se acharam, de que para constar fiz este assento por mim feito e assinado. O coadjutor Manuel Ferreira Castro

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Prudente

Em sua Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919) informa que o título dos Moraes “teve princípio em Baltazar de Moraes Antas, que de Portugal passou a São Paulo onde casou com Brites Rodrigues Anes, filha de Joanne Annes Sobrinho, que de Portugal tinha vindo a esta capitania trazendo solteiras três filhas, que todas casaram com pessoas de conhecida nobreza.”

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Milagre

10 Tratava Maria da Cunha, Dona viúva, com todo o segredo, de casar a uma filha sua, por nome Maria do Lago Prego, com o capitão João Lopes do Lago, & por encontrarem os parentes dela este casamento, nem se sabia determinar a efetuá-lo. No meio desta irresolução, estando na sua fazenda, distante da cidade mais de seis léguas, lhe mandou dizer o padre ALMEIDA que o negócio que trazia em mão do casamento de sua filha o efetuasse logo, sem reparar na contrariedade do parentesco porque era assim serviço de Deus. Com este aviso, pôs em execução o casamento & julgou que o p. ALMEIDA tivera sobrenaturalmente notícia dele, porque o tratava com grande segredo, & e nem ela nem os parentes lho haviam comunicado. Ambos estes casos estão jurados no processo do Rio de Janeiro. _ In: VASCONCELOS, Simão de. Vida do p. Joam d’Almeida da companhia de Iesu, na provincia do Brazil. Lisboa, 1658, pp. 265-266.

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