Casamento

… [o sacramento do matrimônio] se consolidou apenas no século XIII. A partir do Concílio de Trento, em 1545, a Igreja desenvolveu uma doutrina em torno do matrimônio, estabelecendo, inclusive, a necessidade do consentimento dos cônjuges e de seus pais, encarregados de proverem dotes ao casal. | Mary Del Priore – Histórias da Gente Brasileira – Volume 1

Embora fosse considerado uma necessidade para a coabitação entre homem e mulher e o reconhecimento da legitimidade da prole, nem sempre o casamento era uma possibilidade, pois os custos envolvidos eram altos. As taxas que a igreja cobrava pela burocracia matrimonial (banhos e dispensas de consanguinidade) estavam além das posses da maioria da população. Não era, por isso, incomum que os casais vivessem amancebados ou, com a vigência do código civil, casados apenas pelo civil. Muitos ainda protelavam o casamento até os 25 ou 27 anos em regiões como Trás-os-Montes. No sul, ao contrário, casava-se mais cedo, antes dos 24 anos.

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Sobrenomes

A complexidade da estrutura dos sobrenomes/apelidos portugueses é reflexo, segundo Carlos Bobone, de “uma sociedade altamente hierarquizada, mas sem uma divisão única e clara das camadas sociais”. Nessa sociedade, as famílias faziam escolhas convenientes conforme a ordem fosse ostentar nobreza, provar sua fé ou afastar suspeitas de pertencimento a grupos perseguidos – p.ex. judeus e mouros.

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Plymouth

Em texto anterior, descrevi as agruras por que passaram na Inglaterra os exilados que tiveram de fugir da perseguição do regime absolutista de d. Miguel em Portugal por apoiarem a constituição liberal de 1822. Entre esses exilados estava José Pinto Rebello de Carvalho (1788-1870), primo de minha trisavó paterna. Enquanto naquele Leia mais