Factos-1

Este texto é o primeiro de uma série que vou chamar de factos da vida para o pesquisador em Genealogia. Nessa série vou retomar algumas questões que sempre geram surpresa ou abrem discussões nos fóruns públicos. Este primeiro texto da série retoma aspectos relacionados às formas de nomeação comuns no Brasil nos séculos passados. Aqui me dedico especificamente aos sobrenomes e seus usos, ao surgimento de sobrenomes inéditos na linha familiar ou supostamente inventados e à continuidade de prenomes ancestrais, que pode apresentar um importante valor preditivo à pesquisa. Usarei alguns exemplos extraídos de minha árvore familiar, mas acredito que qualquer pesquisador encontrará casos similares em sua árvore se ela alcançar, pelo menos, o século XIX.

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Meio

Na vigência do regime escravocrata, antes das Leis do Ventre Livre e dos Sexagenários, receber ou conquistar a liberdade era algo que poderia depender de onde viviam os escravizados. Aqueles que viviam em regiões agrícolas normalmente obtinham a liberdade pela decisão de seus proprietários – que costumavam deixavam sua vontade expressa em testamento – ou pela simples fuga do cativeiro. Já os escravizados urbanos, especialmente as mulheres que trabalhavam no comércio, tinham mais oportunidades. Mediante acúmulo de parte dos resultados de suas vendas, elas poderiam reunir valor suficiente para ressarcir seus proprietários pelo valor que pagaram por elas e assim compravam sua liberdade e às vezes também as de parentes muito próximos, quase sempre de suas mães e filhos.

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Esmeralda

Aos dois de novembro de mil novecentos e três, nesta matriz de Jacutinga, batizei e pus os santos óleos à Ismeralda (sic), nascida a vinte e três de agosto do corrente ano, filha de João Belém e de Theodora Maria da Conceição, ligados só civilmente. Foram padrinhos Álvaro Vieira de Moura Sá e D. Bralia Olympia de Moura Sá.

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