Padrões

Na pesquisa genealógica, é comum encontrar padrões em conjuntos de documentos que parecem apontar um parentesco entre as pessoas envolvidas. Esses padrões podem surgir, por exemplo, nos nomes dos padrinhos de batismo dos filhos de um casal. Assim foi com meus tios-avós maternos cujos assentos batismais foram encontrados. Em dois casos, pude observar algo que parecia apontar um padrão: ao menos um dos padrinhos parecia ter relação com determinada figura de poder da região onde viveram meus bisavós João Pereira Belém e Theodora Maria da Conceição – a freguesia de Bananal de Itaguaí, hoje Seropédica, no Rio de Janeiro.

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Alexandre

[…] receberam-se em matrimônio segundo o regime comum os ditos contraentes: o primeiro [João Pereira Belém] com 52 anos de idade, agricultor, filho ilegítimo de Joaquina da Conceição, o segundo com 48 anos de idade, filha ilegítima de Maria Gaspar, ambos naturais do Distrito de Bananal de Iguaçu, digo, Bananal de Itaguaí e domiciliados neste distrito, os quais declararam no mesmo ato que antes do matrimônio tiveram os seguintes filhos: Pedro Pereira Belém, com 21 anos de idade […]

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Belém

Meu bisavô João Pereira Belém (1848-1921) foi o primeiro de seu ramo paterno a carregar esse sobrenome composto, que pertencia a uma das famílias mais importantes de Bananal de Itaguaí, hoje Seropédica, no Rio de Janeiro. Era uma família de fazendeiros cujo suposto patriarca teria sido um Francisco Antônio Pereira Belém, que com sua mulher Joana Maria de Jesus (1760-1834) teve sete filhas e quatro filhos. Os descendentes de Francisco Antônio e Joana Maria casaram-se várias vezes com os descendentes do também fazendeiro Antônio Soares da Silva, cuja família materna já estava estabelecida no Brasil desde a primeira metade do século XVII.

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