Nomes

As práticas de nomeação antigas podem hoje parecer confusas, mas elas obedeciam a um método: os filhos normalmente recebiam os sobrenomes de seus pais; as filhas, os de suas mães ou sobrenomes devocionais (da Conceição, de Jesus, do Amor Divino). Isso dizia respeito aos sobrenomes, mas haveria também costumes relacionados à atribuição de nomes de batismo? Haveria alguma lógica para explicar, por exemplo, os nomes na descendência imediata de meus duodecavós Domingos Nunes Sardinha e Maria da Cunha? Seus quatro filhos identificados foram batizados como Antônia Tavares de Oliveira, Domingos da Cunha, Duarte Nunes da Cunha e Maria da Cunha. O caso de Antônia parece curioso por conta de seu sobrenome composto e distinto dos de seus pais.

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Factos-3

Este é o terceiro texto da série que intitulei factos da vida para o pesquisador em Genealogia. Aqui vou tratar de questões relacionadas às fontes primárias (documentos paroquiais e civis) que costumam gerar obstáculos de graus diferentes ao desenvolvimento da pesquisa genealógica. Como nos textos anteriores, usarei exemplos de minha própria pesquisa familiar, mas tenho certeza de que todo leitor poderá contribuir com seus exemplos. As questões abordadas são a falta de documentos, a dúvida quanto à legitimidade dos filhos de um casal e quanto à cor dos antepassados nos momentos em que esta informação era comum nos registros.

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Angola

Lembrei que minha mãe dizia ter parentes em Angola. Fui a última filha a casar e sair de casa. De vez em quando, comentávamos sobre o passado. Parece que minha avó comentava com ela. Eu lembro que quando aparecia na tv alguma reportagem, ela ficava no assunto. […] Que tinha primos lá, mas não conhecia. Eu lembro que minha avó nos visitava muito! Ela e a esposa do filho mais novo, que só lembro o apelido […] Parece que estou vendo elas em minha casa. Minha avó usava saias rodadas com elásticos na cintura, como as saias das baianas.

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