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Quem pesquisa a genealogia da própria família costuma encontrar alguns “esqueletos no armário“, como se diz em inglês. Esses esqueletos podem aparecer sob a forma de filhos bastardos, para mencionar apenas os casos mais triviais, mas podem envolver situações mais complicadas. É por causa desses esqueletos que muitos familiares se negam a fornecer informações valiosas que permitam o avanço da pesquisa.

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Desconstrução

Meus avós paternos emigraram de Portugal para o Brasil no início do século XX, tal como fizeram muitas outras famílias portuguesas antes e como fariam ainda outras até depois da metade daquele século. A narrativa que se costuma ouvir é de que Portugal era um país agrário e muito pobre, portanto seus cidadãos, por vezes trazendo toda a família, vinham para o Brasil à busca de condições de vida melhores. A suposição dessa narrativa é de que todos os emigrados eram pobres ou mesmo miseráveis, mas existem pistas que nos permitem desconstruir tal narrativa para nos aproximarmos dos factos.

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Futebol

Por meio da pesquisa que venho realizando há anos, descobri que meus avós paternos emigraram de Portugal na primeira década do século XX. Nessa pesquisa descobri também que outros ramos de minha árvore paterna chegaram ao Brasil em ondas migratórias anteriores e posteriores. Diante da realidade de ramos familiares ainda desconhecidos, estabeleci o desafio de encontrar possíveis primos e primas de ramos distantes de minha árvore paterna.

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