Realista

Desde que Portugal promulgou a Lei Orgânica nº 1/2013 e o Decreto-Lei 30-A/2015, brasileiros de toda procedência começaram uma busca para comprovar a ascendência em um judeu português que viveu entre os séculos XV e XVIII e que foi ou perseguido e condenado a se converter ao catolicismo ou, quando renitente à conversão, fugiu do território português ou foi dele expulso. Desde já adianto que é uma busca exaustiva que pode se revelar frustrante.

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Chindonga

No texto anterior, declarei que a genealogia de afrodescendentes é complexa e que “se não há antepassados que tiveram algum protagonismo político, cultural ou social ou que se relacionaram com pessoas que tiveram esse protagonismo, pode ser bem difícil obter informações apenas nos documentos paroquiais”. Felizmente, tenho a sorte de saber que meus familiares maternos tinham relações fortes de amizade com os editores e proprietários do Correio da Lavoura, veículo fundado em 22 de março de 1917, em Nova Iguaçu, por Silvino Hipólito de Azeredo, ele mesmo afrodescendente.

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Afro

No texto anterior, demonstrei que os documentos produzidos em cartórios podem conter erros factuais. No caso apresentado naquele texto, o erro estava na data do óbito de meu bisavô materno João Pereira Belém e foi descoberto porque havia registros da imprensa local, mais próximos dos factos, que permitiram conhecer a data correta. Casos assim não são incomuns na pesquisa genealógica, mas parecem ocorrer com alguma frequência quando há antepassados mais remotos que descendam de pessoas escravizadas – pelo menos é o que percebo de minha própria pesquisa familiar.

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