Costume

Um costume antigo de que já falei aqui no blogue e que se revela muito útil na confirmação de filiações não imediatamente disponíveis nos documentos era o de dar aos filhos os nomes de seus avós. Existiria até um detalhamento desse costume, pelo qual os primogênitos receberiam o nome de seus avós paternos de acordo com o sexo: o primeiro filho homem recebia o nome do avô paterno; a primeira filha, o da avó paterna. Os filhos segundos, receberiam os dos avós maternos, também de acordo com o sexo. Mas esse detalhamento nem sempre operava com tanta precisão, se é que as famílias estavam cientes dele.

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Munizes

No texto anterior, propus que a filiação de Miguel Veloso de Carvalho (1682-1760) fosse identificada em João Veloso de Carvalho (1650-1711). A estratégia envolveu a leitura de assentos de batismo e casamento que nomeavam um casal de escravizados que haviam pertencido a João e depois passaram à posse de seus herdeiros, tendo finalmente sua propriedade atribuída a Miguel. No mesmo texto, mencionei que a identidade da mãe de Miguel permanecia desconhecida, mas sugeri que a solução de mais esse mistério talvez estivesse no nome da única filha que ele teve com Rosa Maria de Melo Fróis.

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Velosos

Declaro que sou natural desta cidade do Rio de Janeiro, filha legítima de João de Almeida Pereira e de sua mulher Maria de Melo, já defuntos. // Declaro que fui casada com Miguel Veloso de Carvalho, já defunto, e deste matrimônio […] uma filha por nome Inês Muniz Veloso de Barcelos, a qual [foi] casada com João Pacheco Cordeiro […]

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