Delírios

Matéria publicada recentemente no New York Times trata dos riscos que a Inteligência Artificial (IA) apresenta para a saúde mental de pessoas sem histórico de condição psiquiátrica. Esses riscos decorrem da possibilidade de a tecnologia induzir os usuários a acreditarem em noções ilusórias a partir de uma sequência de validações e estímulos de reforço que os leve a ignorar fatos que contradigam tais noções. Mal comparando, seria como se a IA tentasse agradar aos usuários e, dessa forma, acabasse por manipulá-los. É uma descoberta bastante séria se considerarmos seu impacto global, pois só o ChatGPT responde mais de 140 milhões de mensagens diariamente apenas no Brasil, terceiro país que mais usa sua tecnologia. Para além do uso geral, já se veem tentativas de aplicações da IA na Genealogia, como atestamos pela descoberta de comunidades no Facebook dedicadas ao tema como a Genealogy and Artificial Intelligence (AI), com mais de 18 mil participantes. E também nesse segmento se veem problemas.

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Necrópole

Aos trinta dias de agosto de mil oitocentos e cinquenta e cinco foi sepultada no cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento desta igreja da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Bananal Maria Teresa da Paz, branca, fluminense, idade cinquenta anos, viúva, moradora na freguesia de São Pedro e São Paulo. Foi por mim encomendada e pelo reverendo coadjutor da freguesia. Do que, para constar, fiz este assento.

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Conclusão

Em texto anterior, apresentei a hipótese de que o cidadão João Pacheco de Peralta, que supus “ter nascido na virada do século XVIII para o XIX”, seria um descendente de meus antepassados Cordeiro de Peralta que passaram da Bahia ao Rio de Janeiro em meados do século XVII. Esse ramo descendia do cirurgião e cristão-novo Afonso Mendes, mais conhecido como Mestre Afonso, que chegou a Salvador da Bahia com Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil, em 1557. A comprovação da hipótese – ou sua refutação – dependeria das informações que eu pudesse encontrar em quatro documentos que eu soube, mediante pesquisa na plataforma Sophia, estarem disponíveis para consulta no Museu da Justiça do Rio de Janeiro. A consulta aos documentos foi agendada para 19 de agosto, quando pude ter acesso a eles e fotografá-los. Aqui apresento o que descobri pela leitura de tais documentos.

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