Factos-2

Este texto é o segundo da série que chamei de factos da vida em que retomo algumas questões que sempre geram surpresa ou abrem discussões nos fóruns públicos. Aqui trato especificamente dos testes genéticos e de alguns aspectos relativos a seus resultados que não são bem compreendidos pelo público em geral. Inicialmente abordo os resultados que dizem respeito a uma ancestralidade africana para depois discutir a questão da quantidade de centimorgans compartilhados com os matches de DNA, que costumo tratar como primos genéticos, embora possam até representar um parentesco mais próximo.

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Parentes

A ferramenta Busca Parentes oferecida pelo laboratório Genera – cujo kit parece ser o mais vendido no Brasil, segundo levantamento que fiz recentemente – apresenta ao cliente que a contrata pouco mais que o nome e o e-mail das correspondências (matches) desse cliente e a quantidade de DNA compartilhado (centimorgans ou cM) com ele. Não existe forma de exportar a longa tabela de matches exibida para cruzar dados ou buscar mais informações. Tampouco existe recurso para descobrir matches em comum com outros parentes do cliente que tenham sido testados pelo laboratório, tal como encontramos em ferramentas similares do FamilyTreeDNA e do MyHeritage, que são pagas, ou mesmo no GEDmatch, que é gratuito.

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Índice

A empresa MundoDNA lançou há algum tempo uma ferramenta chamada Índice Sefardita que despertou interesse dos membros de diversas comunidades do Facebook. Tal ferramenta indicaria, em uma escala que vai de -2 a 2, respectivamente, a menor ou maior similaridade entre o DNA do cliente e os DNAs de centenas de outros clientes que foram certificados pela Comunidade Israelita de Lisboa e que, portanto, teriam ascendência sefardita confirmada por essa entidade. Por esse índice um cliente que nem desconfie de sua ancestralidade poderia ter indicação da presença de sefarditas em algum ramo de sua árvore familiar, por menos documentada que ela seja.

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