Indígenas

O censo de 2022 revelou que 1,7 milhão de indígenas vivem no Brasil, o que corresponde a 0,83% da população total do país. Não se sabe exatamente quantos indígenas viviam por aqui em 1500, mas as estimativas variam de três a oito milhões. A Amazônia, por exemplo, que por muito tempo foi considerada uma região praticamente desabitada, era, ao contrário, densamente povoada, como atestam relatos dos primeiros europeus que subiram seus rios. A drástica redução das populações indígenas foi o resultado de séculos de perseguições, extermínios e epidemias que ceifaram incontáveis vidas após o contato com o europeu.

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Ambundo

A descoberta de meus antepassados africanos é um dos objetivos de minhas pesquisas genealógicas e também aquele no qual encontro os maiores desafios. Esses desafios se devem à já decantada falta de documentos e à dificuldade de encontrar correspondências específicas nos testes de DNA autossômico feitos por mim e por primos maternos com quem compartilho um ramo comum na ascendência do casal João Pereira Belém e Teodora Maria da Conceição. Recentemente, no entanto, os resultados de alguns desses testes, feitos com o laboratório Genera, começaram a trazer resultados interessantes, especialmente para minhas primas Regina e Simone.

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Escolhas

O Brasil perdeu na semana passada a escritora, professora e imortal da Academia Brasileira de Letras Heloisa Teixeira. Nascida em 26 de julho de 1939 em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, Heloisa por muitos anos assinou o sobrenome de seu primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda. Ela certamente sabia da importância que esse sobrenome carregava no Brasil e, em julho de 2023, em atitude coerente com suas décadas de pesquisas e agência no campo feminista, anunciou que passaria a assinar como Heloisa Teixeira, sobrenome de seu ramo materno. Esse fato tem relevância para uma reflexão no campo da Genealogia.

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