Vida

Quando buscamos assentos e certidões de nossos antepassados – não importa se para conhecer a história da família ou para obter outra cidadania -, é inevitável que acabemos descobrindo mais do que simples informações factuais como datas e locais de nascimento, casamento e óbito. A maior riqueza dessa busca e das descobertas que fazemos nelas está no conhecimento da história de vida daqueles que nos precederam, mesmo que enxerguemos apenas instantâneos dessas vidas. A vida que quero apresentar aqui é a de meu tio-bisavô paterno Rafael de Araújo (1840-1900).

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Realista

Desde que Portugal promulgou a Lei Orgânica nº 1/2013 e o Decreto-Lei 30-A/2015, brasileiros de toda procedência começaram uma busca para comprovar a ascendência em um judeu português que viveu entre os séculos XV e XVIII e que foi ou perseguido e condenado a se converter ao catolicismo ou, quando renitente à conversão, fugiu do território português ou foi dele expulso. Desde já adianto que é uma busca exaustiva que pode se revelar frustrante.

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Chindonga

No texto anterior, declarei que a genealogia de afrodescendentes é complexa e que “se não há antepassados que tiveram algum protagonismo político, cultural ou social ou que se relacionaram com pessoas que tiveram esse protagonismo, pode ser bem difícil obter informações apenas nos documentos paroquiais”. Felizmente, tenho a sorte de saber que meus familiares maternos tinham relações fortes de amizade com os editores e proprietários do Correio da Lavoura, veículo fundado em 22 de março de 1917, em Nova Iguaçu, por Silvino Hipólito de Azeredo, ele mesmo afrodescendente.

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