Proteção

A tradição de escolher padrinhos surgiu no século II d.C, quando os batismos infantis se tornaram populares. Até o século V d.C., eram os pais que declaravam a fé cristã de seus filhos, o que estes mesmos não poderiam fazer por pura incapacidade. A partir desse século, surgiu o costume de indicar terceiros, os quais assumiam a função de pais espirituais. Foi uma explicação assim – mais no sentido de pais substitutos – que ouvi de minha mãe quando lhe perguntei por que a irmã mais nova dela e o marido desta haviam sido escolhidos para meus padrinhos no batismo. Existem mais questões por trás desse costume, que parece trivial.

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Lacunas

A filiação de meu bisavô Arthur Rabello Guimarães (1868-1917) é um dos mistérios mais duradouros de meu ramo materno. Ele foi registrado como filho natural apenas de Julinda Dias Seabra e Silva (1843-1884), ela mesma filha natural de Eleutéria Rosa da Conceição. As identidades dos pais de Arthur e Julinda segue desconhecida, mas a busca incansável por documentos começou a trazer algumas novidades.

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