Excessivo

Por esses dias li em um grupo do Facebook dedicado à Genealogia a mensagem de uma participante que pedia recomendações sobre laboratórios por onde fazer seu teste de DNA (autossômico). Uma das recomendações apresentadas foi de que fizesse pelo Genera por conta da facilidade de aquisição e logística, visto que se trata de uma empresa com uma base de dados majoritariamente composta por brasileiros, o que a favoreceria na busca de parentes. A participante, no entanto, informou que tinha ramos ancestrais italianos, por isso talvez fizesse mais sentido comprar o teste de uma empresa estrangeira, no que foi apoiada por outro participante que sugeriu o Ancestry e o 23&Me, que têm as maiores bases de dados do mercado; e o MyHeritage, cuja base seria majoritariamente composta de clientes europeus. Não participei dessa conversa, mas refleti longamente sobre ela e sobre as limitações que adviriam da testagem em um laboratório estrangeiro para além da questão logística, já que algumas das empresas citadas não vendem (portanto não enviam) kits para o Brasil.

(mais…)

Taubateana

Minha ancestral ameríndia mais próxima identificada até o momento se chama Teresa Barbosa de Jesus, uma mulher nascida perto de 1690 na vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, São Paulo, e provavelmente falecida na vila de Guarapiranga, Minas Gerais. Suspeito que a extensão geográfica percorrida por ela e seu marido João Jaques (ou Jácome) de Almeida, também taubateano, tenha relação com a descoberta do ouro pelos paulistas nas terras mineiras. Os filhos do casal nasceram em Taubaté – Luzia (1713) – e em Guarapiranga – Inácia (1718), Rosa Maria (1719), Leonor (1720) e Agostinho (1736) – e herdaram de Teresa o haplogrupo mitocondrial B2, característico de mulheres ameríndias e muito provavelmente falantes de línguas do tronco macro-jê. Ela não é a minha única ancestral indígena, afinal meu ramo materno é colonial e bem antigo, mas meu exame de DNA autossômico não informa de uma ancestralidade ameríndia. Já os exames de dois de meus primos maternos informam algo diferente.

(mais…)

Jeitinho

Já comentei aqui no blogue algumas vezes sobre o potencial que o laboratório Genera tem para tornar seu produto mais amigável para os genealogistas e sugeri que uma melhoria já poderia vir da inclusão de uma ferramenta de busca de primos genéticos (matches) em comum, ou seja, uma ferramenta que apresentasse os matches com parentesco entre o cliente e um parente dele já testado na mesma plataforma. Essa ferramenta permitiria, por exemplo, separar os matches oriundos do ramo paterno do cliente daqueles que seriam oriundos de seu ramo materno, desde que ele tivesse ao menos um parente de um dos ramos testado pelo Genera. Em famílias como a minha, na qual o ramo paterno não tem relação de parentesco nem distante com o ramo materno, essa ferramenta funcionaria perfeitamente. Mas a realidade é que ela não existe e nem parece haver interesse do laboratório em implementá-la.

(mais…)