Confuso

Você seria capaz de dizer qual o parentesco existente entre João Pacheco de Peralta, Tomás Cordeiro de Carvalho, Miguel Veloso de Carvalho, Joana Pacheco, Ana Muniz de Barcelos e Rosa de Barcelos? O facto de eu ter perguntado já sugere que exista um parentesco, e a repetição de sobrenomes – Barcelos, Carvalho e Pacheco – reforça essa sugestão. Pois eu respondo: eles eram irmãos inteiros, isto é, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, que se chamavam João Pacheco Cordeiro e Inês Muniz de Barcelos. João e Inês foram meus octavós, e Miguel Veloso de Carvalho foi meu antepassado direto. A variação de sobrenomes que observamos entre eles era bastante comum no passado e motivo para alguma confusão entre os recém-iniciados na Genealogia. É preciso falar sobre isso.

(mais…)

Fugitivos

Após a chegada de Cabral às terras baianas, Portugal não iniciou de imediato uma ocupação maciça delas porque seria custoso e porque nelas não foram encontrados metais preciosos que justificassem o investimento – no que a coroa espanhola teve mais sorte nas terras por ela dominadas seis anos antes. Mas a ocupação do Brasil acabou sendo inevitável frente à cobiça das outras coroas europeias. Para evitar a perda do território, Portugal iniciou uma ocupação mercantil baseada no plantio da cana após a divisão do território em largas extensões que iniciavam no litoral e seguiam até os limites do Tratado de Tordesilhas no interior. Essas extensões de terra seriam administradas por capitães donatários que tinham enormes responsabilidades, mas parcas condições de manter o regime funcionando com lucro para a coroa. Diante das dificuldades por eles encontradas, a coroa portuguesa decidiu sediar um governo central na colônia, e o primeiro governador-geral foi o fidalgo Tomé de Souza, que construiu a primeira capital do Brasil – a cidade de Salvador – na capitania da Bahia de Todos os Santos. A ele se seguiram no governo da terra Duarte da Costa e Mem de Sá. Este último foi o responsável pela expulsão dos franceses que haviam conquistado a Baía de Guanabara em 1555. Ele nos interessa de perto para o que vou relatar.

(mais…)