Extração

GEDCOM – do inglês Genealogical Data Communication – é o formato padrão de arquivo para troca de informações entre plataformas e aplicativos dedicados à Genealogia. Esse arquivo contém informações codificadas que permitem às plataformas e aos aplicativos interpretar quem era filho de quem e quando cada pessoa nasceu, casou e faleceu de forma que se consegue produzir, por exemplo, uma representação gráfica dessas relações ou uma árvore genealógica. Embora muitas pessoas relatem que não conseguem avançar para além de seus bisavós na pesquisa de seus ascendentes, há quem já tenha produzido uma árvore com milhares de parentes. Minha árvore familiar conta já com mais de 10.400 pessoas, muitas delas pertencentes a ramos que eu gostaria de replicar de forma exclusiva para realizar análises específicas e produzir relatórios e relatos interessantes. Nem todas as plataformas e aplicativos permitem que se faça esse tipo de manipulação, mas descobri que se consegue produzir algo suficientemente bom com a Inteligência Artificial (IA).

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Jeitinho

Já comentei aqui no blogue algumas vezes sobre o potencial que o laboratório Genera tem para tornar seu produto mais amigável para os genealogistas e sugeri que uma melhoria já poderia vir da inclusão de uma ferramenta de busca de primos genéticos (matches) em comum, ou seja, uma ferramenta que apresentasse os matches com parentesco entre o cliente e um parente dele já testado na mesma plataforma. Essa ferramenta permitiria, por exemplo, separar os matches oriundos do ramo paterno do cliente daqueles que seriam oriundos de seu ramo materno, desde que ele tivesse ao menos um parente de um dos ramos testado pelo Genera. Em famílias como a minha, na qual o ramo paterno não tem relação de parentesco nem distante com o ramo materno, essa ferramenta funcionaria perfeitamente. Mas a realidade é que ela não existe e nem parece haver interesse do laboratório em implementá-la.

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Enigma

A partir das seguintes pistas, descubra quem pode ter sido o pai da jovem Firmiana Maria Xavier, parda, forra (liberta), batizada em 15 de janeiro de 1776 na freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, Rio de Janeiro, filha natural de Ana Maria Xavier, também parda e forra. Pessoas pardas eram filhas de mulheres de ascendência africana e homens brancos. Esses homens frequentemente eram filhos de senhores de escravizados.

Esse foi o comando que forneci à ferramenta de Inteligência Artificial ChatGPT para descobrir de que forma ele resolveria o enigma da paternidade de minha sexta-avó Firmiana Maria Xavier, que poderia ser filha de um homem pertencente a uma de duas famílias brancas – à dos Correa Vasques ou à dos Sanches de Castilho – que representavam o poder colonial lusitano na freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, recôncavo da Guanabara, na segunda metade do século XVIII.

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