Silenciado

Aos quinze de junho de mil novecentos e quarenta e seis, em casa situada à Estrada do Madureira, em minha presença e das testemunhas Lino Rodrigues, e Herminda Guilhermina de Araújo, receberam-se em matrimônio os contraentes Antônio Pinto de Araújo, e Josefa Ribousa Portugal, in articulo mortis. Ele filho legítimo de Manoel Antônio Mota Araújo e Luiza Mota de Araújo, com setenta e oito anos de idade, nascido e batizado em Portugal, residente nesta paróquia de Nova Iguaçu. Ela filha legitima de Luiz Rebousa e Maria Benedita Pinto, residente nesta paróquia de Nova Iguaçu, diocese de barra do Piraí. E para constar lavra-se este assentamento que assina o Vigário P. João Müsch

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Alves

Um dos personagens misteriosos de minha árvore e de quem acredito descender por meu ramo materno se chama Felipe Nery de Moura. Ele nasceu na freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, Rio de Janeiro, por volta de 1715, e faleceu na mesma freguesia em 17 de junho de 1802, quando era já viúvo de Páscoa Maria de Oliveira. Em texto anterior, sugeri que, além dos dois filhos já conhecidos do casal – José de Oliveira e Souza e Manoel de Moura Álvares – , haveria uma filha mais velha que faleceu solteira aos 40 anos de idade e que em adulta usava o mesmo nome de sua mãe. A filiação do patriarca Felipe segue ignorada e tentar descobri-la é o desafio que proponho com este texto.

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Arrobas

Em texto anterior, apresentei uma hipótese para a filiação de meu antepassado Miguel Veloso de Carvalho (ca. 1682- ca. 1760), que seria filho de João Veloso de Carvalho e de uma filha de Fernando Muniz Barreto e Maria Machado cujo nome ainda é ignorado. João Veloso parece ter sido um homem de muito poder na freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, no Recôncavo da Guanabara, pois foram encontrados inúmeros registros paroquiais de batismo e casamento de pessoas escravizados que a ele pertenciam. Outro fator que parece atestar seu poder tem relação com a compra de terras que ele realizou em 19 de abril de 1671 e que foi registrada em uma escritura pública transcrita cem anos depois a pedido de Cristóvão de Souza Araújo. O documento que contém essa transcrição se encontra digitalizado e disponível para consulta no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN) com a notação BI.15.2029. É dele que extraio o texto que apresento em seguida e que analiso pelo valor que apresenta para a compreensão de aspectos sociais e econômicos da vida local e em especial da vida desse meu antepassado.

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