Peraltas

Minha família materna tem ramos cariocas desde o século XVII, sendo que alguns deles são colonizadores chegados de outras capitanias – entre elas a Bahia – e outros são africanos escravizados trazidos pelo tráfico transatlântico desde Angola e da Guiné. Embora eu já tenha conseguido avançar para esses antepassados mais remotos, não tive sucesso equivalente para encontrar outros descendentes vivos de todos eles. Um caso em questão está no ramo dos Peraltas, que tem como seu antepassado mais remoto o cirurgião-mor da corte portuguesa Afonso Mendes, mais conhecido como Mestre Afonso, que veio para o Brasil em 1557 com Mem de Sá, o terceiro governador-geral do Brasil, e se estabeleceu com sua família em Salvador, então capital da colônia. Mestre Afonso e Maria Lopes, sua mulher, tiveram ao menos cinco filhos: Álvaro Pacheco, Ana de Oliveira, Branca de Leão, Manoel Afonso e Violante Pacheco. Ana de Oliveira casou-se com o médico biscainho Gaspar de Vila Corte de Peralta e foi com esse casal que acredito ter-se originado o título dos Peralta que passou da Bahia para o Rio de Janeiro.

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