Alice

A descendência do português João Pinheiro de Souza (1719-1782) com a carioca Paula Pereira Monteiro (1725-1815) é enorme e contém inúmeras instâncias de consanguinidade, que vão além dos costumeiros casamentos entre primos de diferentes graus e incluem casamentos entre tios e sobrinhas e entre uma tia e um sobrinho dezesseis anos mais novo. João e Paula foram meus hexavós maternos e talvez seja exatamente esse alto grau de consanguinidade que me assegurou muitas correspondências de DNA (matches) que se espalham por vários estados brasileiros, como Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, para ficar com os mais frequentes. O match mais recente que descobri nesse ramo se chama Alice.

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Taubateana

Minha ancestral ameríndia mais próxima identificada até o momento se chama Teresa Barbosa de Jesus, uma mulher nascida perto de 1690 na vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, São Paulo, e provavelmente falecida na vila de Guarapiranga, Minas Gerais. Suspeito que a extensão geográfica percorrida por ela e seu marido João Jaques (ou Jácome) de Almeida, também taubateano, tenha relação com a descoberta do ouro pelos paulistas nas terras mineiras. Os filhos do casal nasceram em Taubaté – Luzia (1713) – e em Guarapiranga – Inácia (1718), Rosa Maria (1719), Leonor (1720) e Agostinho (1736) – e herdaram de Teresa o haplogrupo mitocondrial B2, característico de mulheres ameríndias e muito provavelmente falantes de línguas do tronco macro-jê. Ela não é a minha única ancestral indígena, afinal meu ramo materno é colonial e bem antigo, mas meu exame de DNA autossômico não informa de uma ancestralidade ameríndia. Já os exames de dois de meus primos maternos informam algo diferente.

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