Exilados

A pena de degredo – exílio involuntário com aproveitamento da mão-de-obra do degredado – foi aplicada em Portugal durante sete séculos até ser abolida do Código Criminal português em 1954. Aqueles que cometiam atos considerados ofensivos à Coroa ou à Igreja eram frequentemente obrigados ao exílio nas colônias, onde eram forçosamente integrados à economia local. Mas houve também aqueles que recorreram ao exílio voluntário para salvar a própria pele.

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Médicos

“Médico” desde sempre foi coisa rara e cara. Era aquele que “curava e aplicava remédios”, segundo o dicionarista Bluteau. Em Portugal, a ciência se dividia em dois ramos: um erudito, exercido por médicos formados, outro, mais prático, desempenhado por cirurgiões, barbeiros e parteiras, que realizavam sangrias, extraíam dentes e, quando possível, tratavam de ossos quebrados. | Mary Del Priore – Histórias da Gente Brasileira – Volume 1

Esse trecho da obra de Mary Del Priore deixa clara a divisão que havia entre médicos e cirurgiões desde a Idade Média. Ao médico, que dependia de uma formação acadêmica, cabia um exercício de natureza intelectual, portanto mais nobre. Ao cirurgião, que dependia de uma formação prática, como aprendiz de alguém mais experiente ou em um hospital, cabia um exercício de natureza manual, mecânica, um ofício menor, desqualificado.

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Atalhos

Afirmei aqui inúmeras vezes que as fontes primárias para a pesquisa genealógica são os assentos paroquiais – e certidões cartoriais ou de conservatória – de batismo, casamento e óbito. É a partir dessas fontes que obtemos datas precisas, nomes de pais, avós e padrinhos e testemunhas que podem ser aparentados das pessoas nomeadas.

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