Enxertos

Um dos enigmas mais persistentes em minha árvore familiar – e que foi tema de várias postagens aqui no blogue – parece se aproximar de uma solução. Graças à publicação dos resultados da pesquisa documental, aos testes genéticos e ao contato frequente com parentes do ramo específico – o materno -, pressinto a chegada do momento em que conseguirei unir os meus antepassados Pereira Belém, identificados documentalmente como pardos, aos Pereira Belém e aos Soares da Silva, brancos, cafeicultores e proprietários de escravos em Bananal de Itaguaí, hoje Seropédica, no Rio de Janeiro.

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Complementaridade

Um dos ramos de minha família materna apresenta um enigma ainda não esclarecido: meu avô materno Enéas e todos os seus irmãos foram registrados como pardos em seus assentos paroquiais e certidões, porém João Pereira Belém, seu pai, carrega um sobrenome composto que é também encontrado em uma família de fazendeiros de café e proprietários de escravos em Bananal de Itaguaí, hoje Seropédica, Rio de Janeiro. Uma família de pessoas brancas.

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Perfilhados

Inventários post-mortem são fontes preciosas de informação sobre a história familiar e para a genealogia que, infelizmente, não estão ao alcance dos pesquisadores da mesma forma que estão os assentos paroquiais e as certidões de nascimento, casamento e óbito. O acesso aos inventários exige o contato com os arquivos judiciários locais para pesquisa dos documentos disponíveis e agendamento para sua leitura e registro fotográfico in loco quando suas condições físicas o permitem. É por meio de alguns dos inventários de duas famílias de Bananal de Itaguaí, hoje Seropédica, Rio de Janeiro, que tenho tentado encontrar explicações para o facto de meu bisavó materno João Pereira Belém carregar o sobrenome composto de uma família de fazendeiros e proprietários de escravos, embora ele mesmo pudesse descender de pessoas escravizadas.

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