Orgulho

Leio em várias páginas do Facebook dedicadas à Genealogia comentários de participantes que declaram ter orgulho por descenderem de figuras como o cacique Tibiriçá, a cristã-nova Branca Dias e uma figura da realeza de Portugal. Também leio, embora com menor frequência, participantes que declaram não se orgulhar – ou até sentir vergonha – de sua ascendência em figuras como o mesmo Tibiriçá ou Arariboia, ambos considerados por alguns como traidores de seus congêneres. Segundo o Dicionário Michaelis, orgulho é um “sentimento de prazer ou satisfação que uma pessoa sente em relação a algo que ela própria ou alguém a ela relacionado realiza bem”. Essa seria a forma socialmente aceita de orgulho, aquela à qual a sociedade não atribui traços negativos.

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Delícias

Acredito em uma Genealogia que não se limita à busca e transcrição de assentos paroquiais, certidões, inventários e testamentos nem se encerra na elaboração de uma árvore genealógica. Para mim a Genealogia que faz sentido exige o estudo da Genética, da Geografia, da História e de todas as ciências que podem contribuir para o registro de um quadro mais próximo do que foi a vida de nossos antepassados. Valorizo também elementos da vida cotidiana, por mais triviais que possam parecer, e nisso incluo, por exemplo, a recordação dos costumes alimentares da família segundo suas origens étnicas, sua condição social e o momento histórico em que viveram seus membros. É por isso que sempre me recordo dos cadernos de receitas que minha mãe e minhas tias atualizavam e consultavam com alguma frequência.

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