Quinze

Tenho meus dados brutos no MyHeritage, empresa que, em minha opinião, oferece boas ferramentas para análise do DNA autossômico e onde encontro muitas correspondências de DNA ou primos genéticos em algum grau (matches) que me ajudam a esclarecer questões em minha árvore familiar. Há algum tempo, no entanto, comecei a observar o aumento de matches com origens na Espanha e no México que me causaram assombro. Porque não tenho antepassados nesses países, minha primeira suspeita foi de que seriam apenas correspondências por conta de uma ancestralidade ibérica compartilhada. Olhando com mais atenção, percebi que eram matches até relativamente próximos, na faixa de 17cM a 33cM, para os quais a plataforma do MyHeritage me dá um parentesco de 4º a 5º graus. Um mistério, sem dúvida, mas parece que tem explicação.

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Magrebe

Descendemos de humanos que deixaram o continente africano há cerca de 100 mil anos e se espalharam pelos continentes, portanto todos nós temos uma origem africana remota. Muitos de nós, no entanto, temos uma origem africana mais recente, que pode ser atestada pelo nosso fenótipo ou pela nossa árvore genealógica contemplando ao menos os últimos 200 anos. Outra forma de atestar essa ascendência africana recente é por meio de um teste de DNA autossômico desses que são vendidos por empresas como 23&Me, Ancestry, Genera, MundoDNA e MyHeritage. Quem já fez um teste desses pode ter encontrado nos resultados informações de ancestralidade global que o/a ligam a regiões como África Central, África do Norte ou Magrebe, África Ocidental ou África Oriental. A simples revelação de estar relacionado a uma dessas regiões não deve, no entanto, levar à conclusão de que existe na árvore familiar um antepassado africano escravizado, e é importante entender o porquê.

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Correção

Minhas recomendações mais frequentes para um brasileiro que começa a se interessar por Genealogia são: (1) faça um teste de DNA desses que se tornaram conhecidos na mídia e (2) escolha uma empresa brasileira para fazer esse teste. Não são recomendações com interesse comercial, pois não tenho nenhum tipo de parceria com as empresas que oferecem tais testes. Meu interesse é puramente prático: ao escolher uma empresa brasileira, a pessoa contribuirá para aumentar a base de dados genéticos de brasileiros, o que reverte em informação útil para a pesquisa genealógica local, reduzindo as correspondências (matches) com estrangeiros que podem estar relacionados apenas remotamente. Mas preciso reconhecer, ou reiterar, que as empresas brasileiras ainda são limitadas quanto aos recursos que oferecem para a pesquisa puramente genealógica. E aqui vou tratar de mais uma limitação que nem é tão evidente para os recém-chegados.

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