Correção

Minhas recomendações mais frequentes para um brasileiro que começa a se interessar por Genealogia são: (1) faça um teste de DNA desses que se tornaram conhecidos na mídia e (2) escolha uma empresa brasileira para fazer esse teste. Não são recomendações com interesse comercial, pois não tenho nenhum tipo de parceria com as empresas que oferecem tais testes. Meu interesse é puramente prático: ao escolher uma empresa brasileira, a pessoa contribuirá para aumentar a base de dados genéticos de brasileiros, o que reverte em informação útil para a pesquisa genealógica local, reduzindo as correspondências (matches) com estrangeiros que podem estar relacionados apenas remotamente. Mas preciso reconhecer, ou reiterar, que as empresas brasileiras ainda são limitadas quanto aos recursos que oferecem para a pesquisa puramente genealógica. E aqui vou tratar de mais uma limitação que nem é tão evidente para os recém-chegados.

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Seabras

Minha trisavó Julinda Dias Seabra (1843-1884) foi identificada nos documentos da Igreja apenas como filha natural de Eleutéria Rosa da Conceição, mas carregava um sobrenome composto que parecia denunciar a identidade de outra família, talvez a de seu pai biológico. Com auxílio de minha prima e genealogista Cassia Carauta, foi reconhecida a presença de um cidadão português chamado Pedro Dias de Seabra na mesma freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, onde Julinda nasceu, teve dois filhos e faleceu.

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Guarapiranga

O arraial de Nossa Senhora da Conceição do Guarapiranga foi fundado em 1704 a partir do povoamento que, segundo alguns historiadores, surgiu em 1691 às margens do Rio Piranga na região das Minas Gerais. A primeira capela para o culto da Virgem Maria teria sido inaugurada nessas terras em dezembro de 1695. A Paróquia que a substituiu foi consagrada em 16 de fevereiro de 1718, sendo uma das cinco mais antigas do estado. A história desse arraial, que está relacionado a um ramo de minha família materna, está também relacionada ao ciclo do ouro, que moveu enormes levas de portugueses e brasileiros para a região na primeira metade do século XVIII. Entre os brasileiros havia grande participação dos paulistas, descendentes dos sertanistas que ficaram conhecidos como bandeirantes.

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