Flores

Descendentes de europeus que chegaram no Brasil a partir da segunda metade do século XIX – mais especificamente entre entre 1883 e 1932 – podem ter ouvido histórias sobre a Hospedaria da Ilha das Flores, localizada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Nesse local eram recebidos os imigrantes que aguardavam uma oferta de emprego, os que esperavam o transporte para um emprego já garantido e também os que necessitavam de tratamento médico. A ilha propriamente dita, que anteriormente fora conhecida como de Santo Antônio, do Martins, Meruhi e Marim, deve seu nome atual ao nome de uma de suas proprietárias – Delfina Felicidade do Nascimento Flores -, que deve tê-la adquirido no início do século XIX, muito antes que o governo enxergasse seu potencial.

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Escrava

É comum acreditar que famílias estabelecidas há séculos no Brasil tenham em sua composição genética elementos dos três grandes grupos formadores: o indígena, o europeu e o africano. Pelo mesmo raciocínio, isso não ocorreria em famílias estabelecidas mais recentemente, por volta do século XX, por exemplo, nas quais um desses elementos poderia existir de forma exclusiva – caso de minha família paterna. Mas a realidade é mais complexa do que pode parecer, pois esse raciocínio se baseia na crença de que os elementos indígena e africano (escravizado) estavam presentes apenas no Brasil. Como talvez você já saiba – ou deva ter deduzido – o raciocínio está equivocado e precisa ser desconstruído.

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Festeiros

Ao completar 67 anos, Silvino de Azeredo reuniu em sua casa, na Rua Capitão Chaves, nº 14, um grupo expressivo de pessoas amigas da Família Azeredo e que, ao mesmo tempo, representavam, naquela comemoração festiva, algumas das principais famílias da sociedade iguaçuana da época. A foto, de 17 de junho de 1926, mostra o grupo formado durante a festa, em que não aparece o aniversariante e sua esposa, D. Filhinha, mas que nos revela um pequeno regional, todos sentados, a nos informar que o que não faltou no aniversário de Silvino de Azeredo foi música e dança. No grupo então formado, em frente à residência do fundador do Correio da Lavoura, vemos, entre os que puderam ser identificados: Toné Pereira Belém

CORREIO DA LAVOURA. Os 67 anos de Silvino de Azeredo. 20/03/2019.
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