Extração

GEDCOM – do inglês Genealogical Data Communication – é o formato padrão de arquivo para troca de informações entre plataformas e aplicativos dedicados à Genealogia. Esse arquivo contém informações codificadas que permitem às plataformas e aos aplicativos interpretar quem era filho de quem e quando cada pessoa nasceu, casou e faleceu de forma que se consegue produzir, por exemplo, uma representação gráfica dessas relações ou uma árvore genealógica. Embora muitas pessoas relatem que não conseguem avançar para além de seus bisavós na pesquisa de seus ascendentes, há quem já tenha produzido uma árvore com milhares de parentes. Minha árvore familiar conta já com mais de 10.400 pessoas, muitas delas pertencentes a ramos que eu gostaria de replicar de forma exclusiva para realizar análises específicas e produzir relatórios e relatos interessantes. Nem todas as plataformas e aplicativos permitem que se faça esse tipo de manipulação, mas descobri que se consegue produzir algo suficientemente bom com a Inteligência Artificial (IA).

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Jeitinho

Já comentei aqui no blogue algumas vezes sobre o potencial que o laboratório Genera tem para tornar seu produto mais amigável para os genealogistas e sugeri que uma melhoria já poderia vir da inclusão de uma ferramenta de busca de primos genéticos (matches) em comum, ou seja, uma ferramenta que apresentasse os matches com parentesco entre o cliente e um parente dele já testado na mesma plataforma. Essa ferramenta permitiria, por exemplo, separar os matches oriundos do ramo paterno do cliente daqueles que seriam oriundos de seu ramo materno, desde que ele tivesse ao menos um parente de um dos ramos testado pelo Genera. Em famílias como a minha, na qual o ramo paterno não tem relação de parentesco nem distante com o ramo materno, essa ferramenta funcionaria perfeitamente. Mas a realidade é que ela não existe e nem parece haver interesse do laboratório em implementá-la.

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Lazarus

Meu sonho é que ao menos um dia metade da população brasileira consiga fazer um teste de Genealogia genética. Isso já permitiria um avanço nas investigações de história familiar e talvez ajudasse até a reduzir o racismo estrutural da sociedade pela descoberta de que a miscigenação está presente mesmo naquelas famílias que se consideram secularmente brancas. Sonhos à parte, penso que seria interessante que ao menos todos os meus primos se interessassem pelo tema. Alguns de fato se interessaram e fizeram um teste a meu pedido e com meu incentivo, enquanto outros o fizeram de forma espontânea. Infelizmente, meus pais, avós, tios e tias faleceram antes que os testes se tornassem disponíveis ou acessíveis. O DNA deles, pela maior proximidade com nossos antepassados, permitiria mais descobertas, mas nem tudo está perdido para quem já conheceu a Lazarus.

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