Conditione

O batismo deveria ocorrer pouco tempo – às vezes dias – depois do nascimento, pois temia-se que a criança morresse sem esse sacramento e acabasse vagando pelo limbo. Além disso, no campo, era comum acreditar que crianças não batizadas atraíssem malefícios para dentro da família. Para evitar que a criança morresse sem o batismo, as parteiras e madrinhas eram instruídas a ministrar batismos de emergência, até que fosse possível a realização do batismo oficial, sub conditione, na paróquia.

Fonte: Genealogia Prática – Nascimento
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Extemporâneo

Em minhas pesquisas em assentos paroquiais de batismo, já encontrei alguns casos interessantes, como o de escravos batizados na idade adulta, certamente pela necessidade de serem convertidos à fé cristã depois de trazidos à força desde o outro lado do Atlântico. Mas encontrei também outros casos – que avalio como curiosos – de batismos não tão tardios, mas realizados depois do prazo previsto pelos costumes da Igreja.

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Lendas

Sempre ouvi dizer que esta Santa em Vida foi muito mal tratada pelo homem. E que depois de estar sepultada mais de sete anos, o cunhado, que era o coveiro, ao abrir a cova para enterrar lá outro familiar, viu que a mulher estava em carne viva. Chamou então lá o homem dela, e conta-se que ele foi lá com um sacho e que lhe disse:
— Ó grande p…, ainda aí estás?
E deu-lhe com o sacho. Foi assim que ouvi.

PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro – Narrações Orais (contos, lendas, mitos) Vol. 1 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2007 , p.133-134
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Confusão

Assentos paroquiais constituem uma fonte preciosa para a descoberta de nossos antepassados. Embora a Igreja estabelecesse padrões rígidos para os registros de batismo, casamento e óbito e fizesse visitas periódicas às paróquias para observar irregularidades, nem sempre encontramos nos assentos informações consistentes, o que torna a pesquisa por vezes bastante confusa.

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