Índice

A empresa MundoDNA lançou há algum tempo uma ferramenta chamada Índice Sefardita que despertou interesse dos membros de diversas comunidades do Facebook. Tal ferramenta indicaria, em uma escala que vai de -2 a 2, respectivamente, a menor ou maior similaridade entre o DNA do cliente e os DNAs de centenas de outros clientes que foram certificados pela Comunidade Israelita de Lisboa e que, portanto, teriam ascendência sefardita confirmada por essa entidade. Por esse índice um cliente que nem desconfie de sua ancestralidade poderia ter indicação da presença de sefarditas em algum ramo de sua árvore familiar, por menos documentada que ela seja.

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Factos-1

Este texto é o primeiro de uma série que vou chamar de factos da vida para o pesquisador em Genealogia. Nessa série vou retomar algumas questões que sempre geram surpresa ou abrem discussões nos fóruns públicos. Este primeiro texto da série retoma aspectos relacionados às formas de nomeação comuns no Brasil nos séculos passados. Aqui me dedico especificamente aos sobrenomes e seus usos, ao surgimento de sobrenomes inéditos na linha familiar ou supostamente inventados e à continuidade de prenomes ancestrais, que pode apresentar um importante valor preditivo à pesquisa. Usarei alguns exemplos extraídos de minha árvore familiar, mas acredito que qualquer pesquisador encontrará casos similares em sua árvore se ela alcançar, pelo menos, o século XIX.

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Quilombo

Das diversas formas de resistência empreendidas pelos africanos escravizados e seus descendentes ainda não libertos no Brasil, as fugas foram sempre as mais frequentes e ocorreram durante toda a vigência do regime escravocrata. Os aquilombamentos – do quimbundo kilombo, que significa acampamento, união – foram também muito frequentes, e os quilombos variavam em tamanho, localização e até atividade econômica a que se dedicavam, tendo havido registros de alguns que sobreviviam do aluguel de mão de obra aos fazendeiros locais. Além dessas formas de resistência muito frequentes, inúmeros escravizados urbanos processaram seus senhores nos tribunais por maus-tratos ou por descumprimento de promessas de libertação. Finalmente, houve ainda casos de escravizados que assassinaram seus senhores, pelo que se livraram dos sofrimentos das lavouras e esperavam contar com a possibilidade de perdão do imperador.

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