Desconstrução

Meus avós paternos emigraram de Portugal para o Brasil no início do século XX, tal como fizeram muitas outras famílias portuguesas antes e como fariam ainda outras até depois da metade daquele século. A narrativa que se costuma ouvir é de que Portugal era um país agrário e muito pobre, portanto seus cidadãos, por vezes trazendo toda a família, vinham para o Brasil à busca de condições de vida melhores. A suposição dessa narrativa é de que todos os emigrados eram pobres ou mesmo miseráveis, mas existem pistas que nos permitem desconstruir tal narrativa para nos aproximarmos dos factos.

(mais…)

Prole

Quem se dá o trabalho de construir uma árvore genealógica logo chega à conclusão que seus antepassados foram extremamente férteis. É comum encontrar um bisavô ou trisavô que teve oito ou mais filhos – os tios-bisavós, tios-trisavós e assim por diante. O pesquisador afoito – aquele que deseja subir rapidamente nos ramos ascendentes – talvez não queira ter o trabalho exaustivo de buscar documentos, especialmente de batismo, relativos aos tais tios-bisavós e similares por não serem seus ascendentes diretos.

(mais…)

Lembrança

Um facto da vida que o genealogista amador descobre em pouco tempo é que os párocos de outrora tinham péssima grafia. Outro facto, que talvez seja descoberto por acaso, é que aqueles párocos eram atarefados e nem sempre faziam imediatamente os registos nos livros paroquiais. Há inúmeros casos de párocos que anotavam as informações dos sacramentos em folhas avulsas que poderiam ficar perdidas ou esquecidas. Nem é preciso muita imaginação para perceber o risco envolvido nisso.

(mais…)