Conclusão

Em texto anterior, apresentei a hipótese de que o cidadão João Pacheco de Peralta, que supus “ter nascido na virada do século XVIII para o XIX”, seria um descendente de meus antepassados Cordeiro de Peralta que passaram da Bahia ao Rio de Janeiro em meados do século XVII. Esse ramo descendia do cirurgião e cristão-novo Afonso Mendes, mais conhecido como Mestre Afonso, que chegou a Salvador da Bahia com Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil, em 1557. A comprovação da hipótese – ou sua refutação – dependeria das informações que eu pudesse encontrar em quatro documentos que eu soube, mediante pesquisa na plataforma Sophia, estarem disponíveis para consulta no Museu da Justiça do Rio de Janeiro. A consulta aos documentos foi agendada para 19 de agosto, quando pude ter acesso a eles e fotografá-los. Aqui apresento o que descobri pela leitura de tais documentos.

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Mbicy

O padre Nunes, cumprindo incumbência que lhe passara Nóbrega, funda em São Vicente um colégio de jesuítas, além da respectiva igreja. […] Ele ouve dizer que “no campo, 14 ou 15 léguas daqui, entre os índios”, existiria “alguma gente cristã derramada“, a qual passava o ano “sem ouvirem missa e nem se confessarem, e andarem em uma vida de selvagem”. _ POMPEU DE TOLEDO, Roberto. A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900.

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Confidência

Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) foi militar e dentista, pelo que ficou conhecido na posteridade como o Tiradentes. Mas o que realmente lhe deu esse conhecimento póstumo não foi sua vida militar ou sua habilidade de extrair dentes e sim uma conjunção de fatores intimamente relacionados. O primeiro desses fatores foi sua participação no movimento que almejava separar Minas Gerais – não o Brasil – da coroa portuguesa, que na visão dos separatistas espoliava os colonos por meio de impostos abusivos. Por essa participação, ele foi preso e condenado à morte e teve seu corpo esquartejado e exibido para servir de exemplo. O segundo fator teve a ver com a criação de uma data – a de morte de Joaquim, 21 de abril – para reverenciá-lo como herói nacional do povo brasileiro.

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