Desfecho

Em um texto já antigo aqui no blogue apresentei o caso da busca da paternidade de meu bisavô materno Artur Rabelo Guimarães (1868-1917), cujos registros documentais informavam apenas que era “filho natural de Julinda Dias Seabra”. Mencionei naquele texto que a disparidade de sobrenomes de mãe e filho e a presença na cidade de uma família com o mesmo sobrenome de Artur indicava a possibilidade de uma perfilhação, embora até seu casamento com minha bisavó Argemira ele ainda fosse identificado como filho de pai desconhecido.

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Efigênia

Aos vinte dois dias do mês de novembro de mil oitocentos e trinta e um, nesta freguesia do Sacramento da Sé e [rua] de São Joaquim, faleceu o inocente João, filho legítimo de João Antônio e de Justina Maria de Carvalho. Foi amortalhado de Menino do Coro e encomendado por mim, e sepultado na capela de Santa Efigênia. De que fiz este assento que assinei. O coadjutor José Simões da Fonseca.

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Guiné

Aos quinze dias do mês de fevereiro de mil e setecentos e quarenta e nove anos, batizei solenemente e pus os santos óleos a Manoel, filho legítimo de Estevão Gonçalves e Mariana de Sousa, pretos forros, assistentes na fazenda do Viegas. Foram padrinhos Francisco Xavier Gama e sua mulher Rita Maria, todos desta freguesia de Nossa Senhora do Desterro. De que fiz este assento que assino. _ o vigário Antônio José […]

O assento de batismo do menino Manoel traz uma riqueza de informações que têm enorme relevância para uma pessoa afrodescendente que tenha parentesco distante com ele. Por esse documento descobrimos não só o estado civil dos pais do batizando, como também onde viviam, suas origens raciais e condição social.

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