Pardos

Aos vinte e oito dias do mês de julho de mil novecentos e dezoito, nesta cidade de Nova Iguaçu […] compareceu Adelino de Paiva Rocha e em presença das testemunhas abaixo assinadas declarou que no lugar denominado Nova Iguaçu […], no dia vinte e cinco do corrente mês e ano, às dezenove horas, nasceu uma criança do sexo masculino, de cor parda, filho legítimo de Enéas Pereira Belém e Durvalina Pereira Belém. […] Avós paternos João Pereira Belém e Theodora Maria Belém, digo, da Conceição. […] A criança chamar-se-á Rubens […]

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Nomes

As práticas de nomeação antigas podem hoje parecer confusas, mas elas obedeciam a um método: os filhos normalmente recebiam os sobrenomes de seus pais; as filhas, os de suas mães ou sobrenomes devocionais (da Conceição, de Jesus, do Amor Divino). Isso dizia respeito aos sobrenomes, mas haveria também costumes relacionados à atribuição de nomes de batismo? Haveria alguma lógica para explicar, por exemplo, os nomes na descendência imediata de meus duodecavós Domingos Nunes Sardinha e Maria da Cunha? Seus quatro filhos identificados foram batizados como Antônia Tavares de Oliveira, Domingos da Cunha, Duarte Nunes da Cunha e Maria da Cunha. O caso de Antônia parece curioso por conta de seu sobrenome composto e distinto dos de seus pais.

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Erros

A leitura de assentos paroquiais costuma ser um problema para quem se inicia na pesquisa genealógica. Além de originais parcialmente devorados por insetos ou mesmo pela química da tinta que era usada e destruía o papel ou atravessava a folha, dificultando ou simplesmente impedindo a leitura do texto, havia ainda o fator da grafia antiga, que embora seja algo complexo, é passível de aprendizagem após alguma exposição ou estudo formal. E havia os erros cometidos pelos párocos e eram retificados durante o registro, o que produziu textos com riscos e rabiscos. Embora esses erros possam parecer mais um problema, vou provar que eles podem ser nossos aliados.

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