Itália

Muitos clientes testados pelo laboratório Genera veem entre seus resultados de Ancestralidade Global (AG) um componente europeu que nem sempre é recebido com naturalidade. Trata-se do componente Itália, que a bem da verdade nem deveria ser entendido como uma declaração de ascendência naquele país, afinal o que a ferramenta AG supostamente captura é uma visão geral de por quais territórios do mundo os ancestrais da pessoa testada ou cliente tiveram alguma passagem. Essa visão é obtida pela comparação do DNA autossômico do cliente com um painel de referência composto por amostras de DNA de pessoas cujos antepassados comprovadamente viveram nesses territórios. Considerando que os povos dos territórios europeus sejam talvez os mais estudados pelas ciências, deveríamos poder esperar alguma precisão desses resultados quando informassem que um cliente tem componentes italianos em sua ancestralidade genética. Mas será que devemos esperar isso?

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Alice

A descendência do português João Pinheiro de Souza (1719-1782) com a carioca Paula Pereira Monteiro (1725-1815) é enorme e contém inúmeras instâncias de endogamia, que vão além dos costumeiros casamentos entre primos de diferentes graus e incluem casamentos entre tios e sobrinhas e entre uma tia e um sobrinho dezesseis anos mais novo. João e Paula foram meus hexavós maternos e talvez seja exatamente esse alto grau de endogamia que me assegurou muitas correspondências de DNA (matches) que se espalham por vários estados brasileiros, como Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, para ficar com os mais frequentes. O match mais recente que descobri nesse ramo se chama Alice.

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Excessivo

Por esses dias li em um grupo do Facebook dedicado à Genealogia a mensagem de uma participante que pedia recomendações sobre laboratórios por onde fazer seu teste de DNA (autossômico). Uma das recomendações apresentadas foi de que fizesse pelo Genera por conta da facilidade de aquisição e logística, visto que se trata de uma empresa com uma base de dados majoritariamente composta por brasileiros, o que a favoreceria na busca de parentes. A participante, no entanto, informou que tinha ramos ancestrais italianos, por isso talvez fizesse mais sentido comprar o teste de uma empresa estrangeira, no que foi apoiada por outro participante que sugeriu o Ancestry e o 23&Me, que têm as maiores bases de dados do mercado; e o MyHeritage, cuja base seria majoritariamente composta de clientes europeus. Não participei dessa conversa, mas refleti longamente sobre ela e sobre as limitações que adviriam da testagem em um laboratório estrangeiro para além da questão logística, já que algumas das empresas citadas não vendem (portanto não enviam) kits para o Brasil.

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