Precoce

Quando tomamos por referência os parâmetros da vida contemporânea, muitas vezes os documentos dos séculos anteriores parecem revelar factos surpreendentes a respeito de nossos antepassados. Uma dessas surpresas diz respeito à longevidade. Por vivermos em um momento da História em que temos mais recursos – alimentação, medicamentos e vacinas – para garantir uma vida mais saudável e longa, é normal acreditarmos que nossos antepassados vivessem menos, mas nada poderia ser mais falso. Meu bisavô materno João Pereira Belém (1848-1921) e seu pai Pedro Gomes de Moraes (1829-1891) faleceram com pouco mais de 70 anos, e são apenas dois dos inúmeros casos – vários bem mais longevos – que encontro em ambos os ramos de minha árvore.

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1922

Entre 13 e 18 de fevereiro de 1922 realizou-se na cidade de São Paulo um evento que representou a primeira manifestação de rompimento com conservadorismo e o academicismo que marcavam a cultura brasileira desde o século XIX e de aproximação à estética inovadora proposta pelas vanguardas europeias. Conhecido como Semana de Arte Moderna, ou Semana de 22, esse evento abarcou dança, música, poesia, pintura e escultura e buscou a apresentação de uma arte mais brasileira.

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Eufrásia

Segundo a Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852 – 1919), minha decavó materna Mariana Pedroso de Moraes (1637-?) era filha de Pedro de Moraes Madureira, neta de Pedro de Moraes Dantas e bisneta do patriarca Baltazar de Moraes Dantas, cuja história já contei aqui. Também segundo Silva Leme, Carlos de Moraes Navarro (1634-?), irmão de Mariana, casou-se com Maria Raposo, filha do bandeirante Antônio Raposo Tavares (1598-1658). Do consórcio de Carlos Navarro e Maria Raposo originou-se uma linhagem que, no século XVIII, se estabeleceria em São João Del Rei durante o ciclo do ouro.

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