Genealogia Sefardita

Espanha e Portugal aprovaram recentemente leis para reparar um erro histórico cometido contra os judeus que viveram em seus territórios e lá foram perseguidos, tiveram seus bens confiscados, foram torturados e até assassinados. Essas leis garantiam direto de cidadania aos que comprovassem descender desses judeus, que são conhecidos como sefarditas.

Expulsão dos Judeus – Fonte: desconhecida

A comprovação deveria ser feita por meios documentais. Na prática, apresenta-se a uma das principais comunidades israelitas locais – Lisboa ou Porto, em Portugal – um relatório genealógico que demonstre a linha de ascendência do pleiteante até um sefardita identificado em algum registro histórico como, por exemplo, nos processos inquisitoriais preservados na Torre do Tombo, em Portugal.

A lei espanhola já caducou, portanto apenas Portugal ainda oferece a possibilidade de pedido de cidadania para os descendentes dos sefarditas. Muitos pleiteantes brasileiros e de outros países do Mediterrâneo e das Américas conseguiram elaborar o relatório genealógico para aprovação de uma comunidade israelita, e depois o apresentaram às conservatórias (cartórios) locais pelas quais foi aberto o pedido de cidadania, cuja concessão é uma prerrogativa de Estado.

O processo completo, que abrange desde o levantamento dos documentos – certidões e assentos paroquiais – até a entrada do pedido de cidadania em uma conservatória, é custoso. Ele é também trabalhoso, pois chegar até o ascendente sefardita subindo geração a geração com base nos documentos citados pode consumir muitos meses de trabalho. E ele pode ser ainda mais trabalhoso quando nem se sabe como começar.

Felizmente, hoje existem ferramentas e estratégias que auxiliam na busca pelos documentos que deverão ser citados no relatório genealógico e existe um curso que ensina como explorar essas ferramentas e estratégias: o curso Genealogia Sefardita: primeiros passos para descobrir seu vínculo, que é oferecido em uma parceria do Genealogia Prática com o Portal Judeus Sefarditas e o escritório Martins Castro.

Ao concluir esse curso, que é oferecido na modalidade on-line, o pleiteante à cidadania terá os conhecimentos necessários para realizar buscas que comprovem seu vínculo com um judeu sefardita e para elaborar o relatório genealógico a ser apresentado a uma comunidade israelita em Portugal.

Para saber mais sobre o curso, consulte a seção Perguntas & Respostas do ambiente de estudo.

Para se matricular, preencha o formulário de cadastro no ambiente e pague o valor da matrícula pelo PayPal.


José Araújo é linguista e genealogista.