Moura

Minha árvore familiar reúne inúmeras anotações e comentários relacionados, entre outras coisas, aos haplogrupos mitocondriais e de DNA-Y de antepassados matri e patrilineares, bem como à quantidade de centimorgans (cM) compartilhada com matches de DNA autossômico associados a ramos específicos da família. Com o passar do tempo, porém, percebi que o próprio volume de informações pode dificultar a localização de detalhes importantes, que acabam se perdendo no emaranhado de registros e observações. Foi justamente diante desse problema que encontrei uma solução com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).

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Petição

Em 9 de agosto de 1822, pouco menos de um mês antes de o Brasil ser feito independente de Portugal, na vila fluminense de São Francisco Xavier de Itaguaí, a viúva Inácia Angélica de Moraes iniciou o processo de “inventário dos bens de seu casal por falecimento de seu marido Francisco Gomes Pereira a fim de dar partilhas a seus herdeiros”. Francisco, meu quinto-avô materno, falecera em 2 de julho do mesmo ano e não deixara testamento, como se lê no assento de óbito transcrito no processo de inventário. O documento do processo segue apresentando a relação de herdeiros e de bens – imóveis, roupas, enxoval, animais e escravizados – a serem divididos, mas não é a ele que desejo dedicar este texto e sim a outro que passo a descrever.

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Povoamento

Sobrenomes não se distribuem aleatoriamente pelo território brasileiro. Muitos ainda revelam, séculos depois, os caminhos da colonização portuguesa, da expansão bandeirante e da ocupação do interior. Podemos descobrir isso explorando um dos produtos oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como resultado do Censo Demográfico 2022 e que se chama Nomes no Brasil. Trata-se de uma base de dados que permite consultar rankings de nomes por sexo, período de nascimento, estados e municípios a partir de informações de cerca de 203 milhões de pessoas. O levantamento preserva as grafias originais informadas pelos moradores e oferece uma rica fonte para estudos demográficos, culturais, históricos e genealógicos. Para o genealogista, a utilidade da base não está apenas em saber quantas pessoas possuem determinado sobrenome, mas em identificar padrões regionais que ajudam a formular hipóteses sobre origens familiares e movimentos migratórios.

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