Rotas

O tráfico transatlântico de africanos escravizados durou mais de 300 anos e trouxe milhões de indivíduos – majoritariamente homens jovens, mas também mulheres e crianças – para as costas do continente americano, a partir de onde foram vendidos e espalhados pelos territórios das nações que se formavam a fim de serem explorados na produção agrícola (de açúcar, algodão, café) e na extração mineral.

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Plantel

Em texto anterior, abordei a descoberta do assento de óbito de Alexandre Pereira Belém, “preto liberto” fluminense falecido em 1887, que suspeito estar relacionado a minha família materna. Além do sobrenome em comum, ele foi padrinho de meu tio-avô Pedro Pereira Belém, que fora neto de Joaquina da Conceição e Pedro Gomes de Moraes, que nunca se casaram. No mesmo texto, mencionei a relação extramatrimonial entre a mãe de Pedro Gomes de Moraes e o agricultor escravocrata Pedro Cipriano Pereira Belém (1795-1860), filho de Francisco Antônio Pereira Belém (1746-1834) e Joana Maria de Jesus (1760-1834).

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Fundações

Entre 1555 e 1565, franceses comandados por Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571) ocuparam a Ilha de Seregipe, localizada na entrada da Baía de Guanabara. Lá eles construíram uma fortificação – o Forte Coligny – para defesa contra os portugueses. Essa ocupação, que ficou conhecida como França Antártica, tinha objetivos colonizadores, mercantis e religiosos, pois com o calvinista Villegaignon vieram outros calvinistas e católicos que buscavam refúgio das guerras religiosas que assolavam a França. Por aliados, os franceses teriam os índios tamoios ou tupinambás.

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