Inconfidentes

José Lopes de Oliveira (1740-) era irmão de Francisco Lopes de Oliveira (1750-1794) e ambos eram primos de Domingos Vidal Barbosa Lage (1761-1793). Os três eram netos do casal Domingos Gonçalves Chaves e Micaela dos Anjos Coutinho que, segundo Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira, moraram na Freguesia do Engenho do Mato, no Caminho Novo das Minas, onde já se encontravam em princípios do século XVIII. Deles descendem alguns dos primeiros povoadores da região de Barbacena e Juiz de Fora. Micaela, por sua vez, era irmã de Josefa de Matos Barbosa, natural e batizada em São João do Meriti e avó materna de Antônio Soares da Silva (1775-1857), patriarca de uma família que se casou em várias gerações com descendentes do patriarca Francisco Antônio Pereira Belém. É na complexa teia de relações das famílias Soares da Silva e Pereira Belém que se encontra a origem de meu costado materno.

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Pioneiros

Aos dez dias do mês de setembro de 1775, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, batizei e pus os santos óleos a Antônio, filho de Antônio Soares da Silva, natural e batizado nesta freguesia, e de sua mulher Tereza Maria de Jesus, natural e batizada na freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, neto por parte paterna de José Soares da Silva, natural e batizado na freguesia de São Salvador de vila de Pereira Jusã, bispado do Porto, e de Maria Álvares Ferreira, natural e batizada na freguesia da Sé do Rio de Janeiro, e pela materna de Antônio da Silva da Fonseca, natural de Portugal não sabe de onde, e de Josefa Barboza de Matos, natural e batizada na freguesia de São João do Meriti. Foram padrinhos Felipe dos Reis e João Árias de Aguirre, todos desta freguesia. De que fiz este assento. – o vigário Francisco de Araújo de Macedo

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Teia

Aos quatorze dias do mês de junho de mil oitocentos e cinquenta, nesta freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, pelas quatro horas da tarde, depois de feitas as diligências que manda o Conc. Trid. e const. do Bisp., e não encontrando impedimento algum, recebi em matrimônio, por palavras de presente, na forma do Ritual Romano, a José Gonçalves Cruz, filho legítimo de Manoel Gonçalves Cruz e D. Mariana Rosa da Silva, natural desta freguesia e batizado na Jacutinga, com D. Tereza Maria de Jesus, viúva que ficou de Antônio Pereira Ramos Sobrinho, nascida e batizada nesta freguesia, sendo testemunhas que comigo assinaram João Pedro Alexandrino e Joaquim Mariano de Moura Filho. E não receberam as bênçãos nupciais por ser a noiva viúva. E para constar fiz este assento.

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